existencialismos de algibeira e saia-calça

As coisas que só ficam bem a gajas mesmo mesmo magras existem em números grandes para quê?

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12 thoughts on “existencialismos de algibeira e saia-calça

  1. rita maria diz:

    Hihihihi.

    (acho que é porque as pessoas gordas decalcam o padrão de beleza das magras e por isso depois tentam imitar de fio a pavio)(o que depois também não lhes faz nada nem pelo aspecto nem pela auto-estima, o que depois se traduz em mais compras e uma maior vulnerabilidade à mensagem)(por outro lado, se não as fizessem as pessoas iam queixar-se de discriminação)

    • Mariana diz:

      E era, realmente. Mas se por um lado acho que cada um pode e deve vestir o que quer e até os homens deviam poder usar saia se lhes apetecesse (o meu pai está sempre a dizer que é muito injusto nós termos tanta escolha e eles não), por outro sou defensora de uma noção do ridículo que poderia ser ultrapassada de vez em quando, mas que em sendo sempre se torna um bocado deprimente.

  2. Mariana diz:

    Mas sejamos justos com as pessoas gordas (isto é, moi) – não são elas que decalcam o ideal de beleza das magras. É a sociedade que define esse ideal e depois andam todas, magras e gordas, a tentar alcançá-lo. É uma ideia um bocado parva, já que os corpos e os metabolismos e as formas são todos diferentes e querermos encaixar todos num só padrão é perda de tempo e um esforço um bocado vão e frustrante.
    (claro que esta sabedoria me vem com a idade, que também já passei muito ano a correr atrás e depois, finalmente, luz)

    • Ombemua diz:

      Nem mais!
      Mas infelizmente nos inconscientemente acabamos por querer fazer parte desse padrão.
      Eu digo nos porque existe muita roupinha que não me fica nada bem :o)))

      Baci*

      • Mariana diz:

        E quem diz as gordas diz as magras. Anda aí muita gente com coisas que não lhes ficam bem, só porque está na moda.

      • rita maria diz:

        Sim, mas não achas que da mesma forma que a sociedade nos diz o que é belo, também nos diz o que é ficar bem?

        Exemplo acabado: a minha mãe, de pernas altas e esguias, evitou saias toda a sua adolescência porque lhe faltavam as pernas roliças.

    • rita maria diz:

      Sim, o “elas decalcam” não era bem assim como o escrevi. Mas é essa pressão social combinada com a falta de auto-estima e as imagens completamente truncadas do corpo que garantem que eles vendem revistas, roupa, cremes…é um pouco como Portugal e a Merkel: quanto mais nos convencem de que somos irresponsáveis, pouco produtivos, pouco isto, pouco aquilo, mais ela nos deixa fazer.

      PS: Percebo a tua questão do sentido do ridículo, mas tenho grandes dúvidas, até porque a minha falta de medo do ridículo é das poucas qualidades que não perdi com a idade. Eu vou tentando aplicar partes e evito vestir o que não me fica bem, mas noto muito que se uma coisa me fica bem ou não depende muito da auto-confiança com que ando na rua nesse dia. E se calhar também por isso se todas as mulheres gordas do universo achassem que ficavam bem de mini-saia, mesmo que não ficassem, acho que o mundo seria bem mais feliz. E não me importo de sacrificar a estética para isso, até porque ela é muito social, se isso acontecesse mesmo daqui a dez anos andavamos todas preocupadas a pensar se teríamos carne que chegasse para uma mini-saia.

      • Mariana diz:

        Eu percebo e aplaudo isso. E ia dizer que gostava de ser assim, gorda e suficientemente segura para usar uma mini-saia. Mas acho que ainda não, não gostava. Porque lá porque a auto-estima e a confiança me deixavam vesti-la continuava a ficar-me mal. E acho que a verdadeira auto-confiança está na capacidade de vestir uma coisa, reconhecer que nos fica mal e não nos incomodarmos com isso e não com a capacidade de vestir todo e qualquer trapo.

  3. Mariana diz:

    Sim, claro que a sociedade nos diz o que nos fica bem. Mas querer eliminar os constructos sociais é querer eliminar a sociedade, não é possível. Podes não aderir a alguns, se calhar, mas a maioria faz tão intrinsecamente parte da malha social que nem te apercebes que existem.

  4. Izzie diz:

    Caramba, cheguei já está a cumbersa avançada. Vou só dar um exemplo pessoal, de pessoa que durante anos tentou parecer magra vestindo o que estas vestem. De duas uma: ou não havia o meu número, ficava frustrada, comia; ou havia o meu número, comprava, e depois achava-me horrível, e comia.
    Conclusão: vi muitos programas do what not to wear com a Trinny e a Suzanna, aprendi que ser larga não é defeito, e sim, podemos vestir bem e ficar mesmo giras. Parendi a dizer não a muita roupa que me pretendem impingir, e agora até posso ser uma pessoa que veste aborrecidinho, mas sou eu e nunca saio à rua toda impante e daí a duas horas quero-me enfiar pela tampa de esgoto abaixo.
    Ah, e há pessoas que me vêem e dizem: ó pá, tu não és gorda, que exagerada. O que é o melhor de tudo 😉
    (sou rechoncha, estou 10 quilos acima do meu peso normal, e com um IMC acima de 25)

  5. Mariana diz:

    (eu também não sou gorda, gorda, gorda. gorducha. roliça. un petit peu enveloppée, como dizia o Obelix)

  6. Pipoka diz:

    Ora, muito bem observado!
    😉

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