quisera eu beber dessa luz que apaga a noite em mim

Um bebé não pode ser tábua de salvação. Mas quando um de nós decide que já não quer estar aqui e nenhum dos que cá ficam consegue perceber porquê, um bebé torna-se numa promessa de dias melhores. Promete um Natal menos triste e vazio. Promete que as feridas deixam de doer tanto. Porque um bebé é uma continuação, um prolongamento de nós no tempo, um quarto da vida que já cá não está que permanece.

E quando essa promessa ameaça não o ser, voltamos a ficar à deriva. Sem saber a que pedras amarrar o caminho, porque tudo parece demasiado pequeno e insignificante. Temos-nos uns aos outros. Mas se nos agarramos a gente à deriva, só significa que nos perdemos juntos e não necessariamente que construímos uma ilha ali no meio do nada.

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2 thoughts on “quisera eu beber dessa luz que apaga a noite em mim

  1. Filipa diz:

    Espero que consigas chegar a essa ilha. A esse porto seguro. :/ FORÇA! (deste lado a torcer por ti.)

  2. ombemua diz:

    Que tudo corra bem… abraço apertado.

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