Hoje o meu 25 de Abril é menos 25 de Abril porque cá não estás, mãe. Tu, que  com o pai me ensinaste que a liberdade foi ontem e é hoje e que devemos celebrá-la como se todos os dias precisasse que nos lembrássemos disso. Hoje não há cravos cá em casa. Porque os íamos comprar juntas ou uma para a outra. Hoje a Grândola e o Depois do Adeus não farão mais que lembrar-me que já cá não estás.

Para o ano, mãe, haverá liberdade outra vez. Hoje fico-me só pela saudade, que já é mais do que consigo suportar.

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2 thoughts on “

  1. DNC diz:

    Um abraço sentido, nesta hora de saudade…

  2. Maria Bê diz:

    Às vezes só a saudade é bom. Que a revolução se festeje em qualquer dia.
    Um sorriso.

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