Monthly Archives: Maio 2012

efeito crash

It’s the sense of touch. In any real city, you walk, you know? You brush past people, people bump into you. In L.A., nobody touches you. We’re always behind this metal and glass. I think we miss that touch so much, that we crash into each other, just so we can feel something. (Crash, 2004)

Faz-me muita confusão que alguém com 20 anos tenha (queira?) de recorrer a um pseudo-intelectual armado em chulo para conhecer gente. Alguém com 20 anos conhecerá pessoas novas todas as semanas, não é? Ou terá oportunidade para isso, pelo menos. Ainda há as faculdades, as saídas à noite, os bares e os amigos dos amigos. Ainda não se terá entrado, supostamente, naquela rotina do casa-trabalho-casa, em que se vê sempre as mesmas pessoas e em que só se conhecem novas se fizermos um esforço bem esforçado nesse sentido.

Não vou demonizar as redes sociais, os e-mails e a vida virtual – porque quem quer desliga-a e vai sair com os amigos. E porque a vida virtual me trouxe muita gente de quem gosto muito – gente que fiz por transpor do virtual para o real. Acho que pode ser um veículo tão importante como qualquer outro, desde que não seja um fim em si mesmo.

Mas aos 20 anos há gente nova por todos os lados . Aos 20 anos não se devia recorrer a sites de encontros e muito menos a um cretino com mania que é o cupido reencarnado.


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my eyes! my eyes!!!

Repitam comigo: Leggigns não são calças. Leggings não são calças. LEGGINGS NÃO SÃO CALÇAS!!

 

 

EDIT: corrigi o título. O estômago embrulhado e o estado de espírito revoltado não justificam que escreva como se tivesse 14 anos.

sem perder a inocência, jamais

Tenho problemas com as desconfianças à partida. Acho que são um mal social de que vamos padecendo cada vez mais, à medida que o cinismo entra sociedade adentro e nos contagia. Há os resistentes, felizmente, que são cada vez mais encarados como inocentes que se recusam a abrir os olhos e ver o que de mal vai no reino deste mundo. E há os que querem resistir, mas que, sem notarem, vão sentindo os sintomas, levemente, aqui ou ali. E acho que ainda não há aspirina para este mal.

Custa-me uma sociedade que, sem factos ou más experiências, desconfia à partida de tudo o que seja bom. Criamos expressões como o there are no free lunches que justificam o nosso cinismo, para sentirmos que, qual ditado popular puxado da algibeira, os antigos também já diziam o mesmo e por isso a culpa de sermos idiotas desconfiados não é nossa.

Ainda há, felizmente, boas iniciativas que o são só porque sim. Boas associações que não se aproveitam de quem nelas confia. Ainda há as Uniões Zoófilas e o Banco Alimentar, que subsistem das ajudas que lhes vão dando quem acredita. E enquanto estes e outros existirem, vale a pena lutarmos contra o cinismo que nos cerca e fazermos o que estiver nas nossas mãos para ajudar.

there’s no turning back now

Parece que é a sério – este blog arranjou um comentador anónimo. Chegou esta semana e tem estado caladinho. Estive quieta a vê-lo, para não o assustar. Para já não se tem portado mal. Vou estando de olho, a ver se é preciso ir buscar a vassoura.

bem diziam os maias que 2012 era o ano do fim

Subi para a elíptica e quando desci pingava e tremiam-me as pernas. Tomei duche e pus uma máscara hidratante no cabelo. Enrolei-o, sequei-me e fui fazer uma salada para o meu almoço. Voltei ao banho, tirei a máscara e sentei-me alegremente a comer a minha salada.

O pólo magnético da terra já se inverteu, não já?

constatações cansadas à quarta-feira

Quem resolveu inventar que quem corre por gosto não cansa nunca deve ter feito nada de que gostasse na vida.

eu não queria virar o disco e tocar o mesmo, mas elas perseguem-me

Nosso senhor me livre e guarde de, emprenhando outra vez, as hormonas me virarem de tal forma que dê comigo a fazer sessões fotográficas de barriga ao léu, marido a beijar a barriga ou um mix combo dos dois, com confetis à mistura. Se há coisa pior que o “ar bovino de nossa senhora” (Izzie, 2012) é isto.

constatações tristes à terça-feira

Quando as bloggers que mais leio e com quem mais converso tiram o dia de folga, sou muito mais produtiva mas muito menos feliz.