deixai vir a mim o toxoplasma

Passei os últimos quase 3 meses a entupir-me de saladas fora de casa, bifes mal passados e charcutaria da mais variada, a ver se me pegava o bicho da toxoplasmose. Repeti as análises há 2 semanas e nicles. Parece que não é assim tão fácil de apanhar (diz-me Maria Bolacha que nos EUA nem fazem a análise pré-concepção). Oh well, quando engravidar outra vez acaba-se a festa. Vou aproveitar enquanto posso. Isso e mojitos.

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10 thoughts on “deixai vir a mim o toxoplasma

  1. Filipa diz:

    Aproveita. Aproveita. Isto agora é um suplício. 🙂

  2. Queen of Hearts diz:

    Olha, eu andei mais preocupada com a listeriose, apesar de rara (mas quem me tira os meus queijinhos tira-me tudo) e com as intoxicações alimentares (porque continuei a comer sushi em sítios de confiança, camarãozinho com bejecas sem álcool e salmão fumado a rodos) do que propriamente com a toxo. Foi mais a ausência de bifes que me custou, de resto passou-se bem. Ainda para mais o meu OB disse-me que a partir das 25 semanas o risco era relativo, mesmo que se apanhasse o bicho. Ora o que ele me foi dizer.

    • Mariana diz:

      Bem, não é bem bem relativo. Só que a partir das 25 semanas o puto já está praticamente todo formado e por isso o risco de malformações é menor, obviamente. Mas ainda há o risco – não desprezável – de atraso mental.
      E se estavas preocupada com a listeriose, que é rara, devias ter estado preocupada com a brucelose, que é menos rara e também vem dos queijinhos não curados.
      As intoxicações alimentares à partida não passam para a criança. Podem é fazer-lhe mal por fazerem mal à mãe e a desidratarem e assim. E eu falei com uma amiga minha que é obstetra e ela perguntou ao colega dela das gravidezes de risco e nenhum deles ouviu alguma vez falar de problemas com o sushi, por isso desse pode-se comer 😉

      • Queen of Hearts diz:

        Pois, era isso. As intoxicações assustavam-me no sentido de aquela panóplia toda de coisas que costuma acontecer me dar alguma desidratação ou cenas algo más assim. Era chato para mim e indirectamente para ele.
        Quanto à brucelose, olha, ignorância minha mesmo.
        Sim, foi assim que o meu OB me explicou, eu processei como uma diminuição do risco de consequências nefastas. Vai daí, facilitei mais vezes em comer saladas nos sítios que costumo frequentar, pedindo-lhes para lavarem muito bem. Embora como é lógico tenha feito todos os cuidados recomendados para a prevenção da toxo – aparte uma ou outra prevaricação como estas. E longe de mim desvalorizar o risco da toxoplasmose. Caso contrário, não se faria análises e despistes como se faz.
        Mas também só estava a querer dizer que, face às coisas que gosto e mais habitualmente como, estava se calhar mais sujeita a habilitar-me a outras maleitas do que ao maldito toxoplasma. 🙂
        Beijinhos

  3. Queen of Hearts diz:

    Opá, e acima de tudo, que me parece mais útil dizer do que os meus comentários idiotazitos, que tenhas de fazer essa dieta soon, se for esse o teu desejo 🙂 até lá, realmente é aproveitar as paparocas boas desta vida! 😀

  4. Maria Bê diz:

    Saudades: saladas, saladas, saladas. E eu que nem sou grilo! Vingo-me comendo saladas que incluem sempre tomate e depois variações com, por exemplo, queijo fresco (pasteurizado, da marca Continente), pepino (descascadíssimo),banana, melão, ou manga. Uma pitadinha de sal e oregãos e ’tá a andar.
    Posso comer fiambre ou enchidos se antes os congelar (a minha OB diz que a toxo não morre com a água com desinfectante, só com a fervura ou congelamento — na dúvida, play it safe).
    Por outro lado, quando uma pessoa não contacta directamente com as fezes dos bichinhos, a probabilidade de apanhar o bicho é mínima. Afinal, e como ilustra o relato da Mariana, nem tentando ela conseguiu. É por isso que nos US não fazem o teste. Mas também acho que os gajos estão atrasados em relação a nós. Um exemplo que me choca imenso é que ainda hoje se continua a medir a evolução do feto medindo a distância (corrige-me Mariana) entre o umbigo e o topo do útero, procedimento altamente falível. Há três ecos durante a gravidez, as morfológicas, e a andar violeta! Não é à toa que nos EUA só se sabe o sexo do baby às e vinte e poucas semanas, aquando da primeira eco morfológica. Why? Porque as seguradoras não pagam mais ecos, pura e simplesmente.
    Há, todavia, estudos que demonstram (como se precisássemos!) que há uma maior ligação entre a mãe e o bebé quando esta o vê mensalmente, via eco. Eu pertenço a este grupo, que precisa ver o bebé, não me sinto mãe até finalmente o ter nos braços. Ainda há dias lhe vi os cabelinhos na cabeça, foi um espectáculo. E vou-me atrevendo a dizer que tem a boca do pai (porque a dela é igual à do pai e já parecia nas ecos).
    Consola-te, Mariana, consola-te! E bebe uma caipirinha por mim! Antes ou depois da sangria, como queiras!
    Um sorriso grávido!

    • Mariana diz:

      Essa coisa do umbigo e do útero deve ser tão atrasada que nunca ouvi falar. Cá mede-se a evolução do feto por medição do…. feto! Cranio-caudal ou lá como é que se chama.
      Essa coisa das fezes dos bichinhos também levou a que aqui em Portugal houvesse uma febre, com a malta toda que engravidava a despachar os gatos de casa. Eu era incapaz de fazer isso e andava muito preocupada, há uns anos. Até que falei com a vet dos meus, que me disse que não era imune e nunca deixou de trabalhar. Só é preciso muito cuidado. E gatos de apartamento, por exemplo, que não comam carnes cruas (e que sejam de apartamento, sem passeios na rua, há uns anos – como os meus) têm praticamente zero probabilidade de ter toxo, que aquilo não nasce neles, eles também têm de a apanhar. Por isso os meus gatos, por exemplo, são seguros, mas mesmo assim não sou eu quem lhes muda a caixa, só para ser mesmo mesmo mesmo garantido. E isto as pessoas não sabem e andam para aí a dar ou a abandonar os bichos que, coitados, não têm culpa nenhuma.

      • Queen of Hearts diz:

        Essa de haver quem dê os gatos é de facto a maior imbecilidade de todos os tempos. A minha dentista – sumidade, portanto, na matéria (cough cough) – foi das pessoas que me disse que os meus gatos teriam de ir, quando engravidei. Eu tinha a noção que os meus gatos (apesar de terem vindo da rua, ainda bebés) dificilmente teriam o vírus. A vet (que teve a sua própria gravidez ainda há pouco tempo, sempre a trabalhar, e não é imune) também era dessa opinião, porque cumpriam os requisitos que elencaste em cima. Ainda assim, to be safe como diz a Maria, deixei de mexer na caixa deles e testei-os, eram ambos negativos. Visto que não lhes dou carne e não saem à rua, também não o iam apanhar. Toma dentista. Olha se eu algum dia me desfazia dos meus bichos. Mas pronto. a ignorância não pertence realmente àqueles que não estudam , é infelizmente transversal às mais diversas características.

  5. Maria Bê diz:

    Mariana,
    Em inglês chama-se “fundal height”, e é a distância entre o osso púbico e o topo do útero. Em princípio, a fundal height em centímetros a partir das 20 semanas é igual ao número de semanas de gravidez. É muito susceptível a erro e em Portugal já não se pratica. Nos US sim porque, como vem na Wikiipedia, é barato. Os gajos prosseguem para as ecos quando a discrepância entre a fundal height e o número de semanas é superior a 2 cm. Foi por isto e pela toxo que sempre preferi ser seguida em Portugal e não nos US, se bem que agora esteja entusiasmada com a perspectiva de ter a cria lá do outro lado.
    Queen,
    A tua dentista parece-me uma mulher muito razoável! Este semestre fiquei em casa de uma colega que tinha dois gatos, e ambas estávamos preocupadas com a toxo. Ela informou-se e leu imenso e conclui que, uma vez apanhado o bicharoco, os gatos não o retêm para sempre, e passa em cerca de três semanas. Para gatos que estão sempre em casa e não se expõem, e cujo risco é minúsculo, então a probabilidade de a terem só porque já a tiveram é também pequena. Que crueldade, abandonar os bichinhos!!!! Mas imagino que quem o faça o faça com dor no coração, obrigado a escolher entre dois amores infelizmente fruto da ignorância.
    Dois çemailes!

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