dúvidas existenciais de refilona reformada

Estou para aqui em agonia, sem saber se deva ou não mandar um e-mail a um professor. A oral correu mais ou menos mal, como nas discussões parvas só me lembrei das respostas perfeitas já cá estava fora, e fiquei a sentir que não expliquei o que devia e a achar que eles acharam que atirei umas para o ar sem nada que o sustentasse. Não quero mudar a minha nota, assumo que essa já está dada e registada, mas detesto que fiquem a achar que sou mais burra do que na verdade sou e apetecia-me só explicar o que não expliquei lá dentro. E agora?

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8 thoughts on “dúvidas existenciais de refilona reformada

  1. Luna diz:

    My two cents: euzinha, refilona do pior, que fico sempre a achar que devo mandar mails a explicar cenas ao meu orientador quando nao consegui dizer o que queria nas reuniões, sei por experiência que é contra-produtivo. Geralmente eles ficam só irritados com aquilo. Dorme sobre o assunto. Espera que a nota saia, e então, só então, se achares mesmo que deves dizer alguma coisa, escreve o email. Tenho dezenas de mails nunca mandados em draft, que acabei por achar melhor nao mandar, e ainda bem, que há outros tantos que mandei e nao devia que só fez pior.

  2. Navajovsky diz:

    Até me sinto mal escrever isto para uma pessoa que certamente sabe bem mais do que eu da vida mas na minha opinião: agora pensas bem sobre isso e aprendes o que fizeste de errado para não repetir. A capacidade de uma pessoa dar as respostas certas sob pressão é uma parte muito importante das defesas de história – um dia vamos fazer urgências e aí também não há direito a correcções. Não mandes e-mail a não ser que aches a nota injusta para o que fizeste E não possas fazer melhoria (se puderes faz e pronto, mas suponho que seja medicina do 4º ano e aí se bem me lembro não há melhorias).

    • Mariana diz:

      É medicina do 4º ano, não há melhoria. Mas o objectivo também não era melhorar nem corrigir uma resposta errada – era explicar uma coisa que não me deixaram e eu também não insisti.

  3. Izzie diz:

    Uma má nota não quer dizer que serás má profissional, mas apenas que não te saíste bem no exame. Eu tirei um curso inteiro a ferros, com notas miseráveis nas escritas (salvo muito poucas excepções) e acho que fiz tantas orais como cadeiras. Ia-se à oral com 7 valores na escrita, e fui muitas vezes com essa nota. Por acaso até nem me dava mal nas orais – ou chumbava, o que aconteceu só umas 4 vezes, ou subia a nota da escrita. Acabei o curso com média de 11,5 ou 11,6; que arredondou para 12. O meu problema sempre foi uma enorme falta de confiança, mas depois, cá fora, a trabalhar no mundo real, percebi aquilo que já disse: as más e boas notas da faculdade apenas significam que és capaz ou não de te sair bem num exame. E colegas meus muito marrões, média 14 para cima, que não conseguem interpretar uma lei, nem resolver um problema legal? Ui.
    So, no worry. Queres ser médica ou académica?

    • Mariana diz:

      Tenho de fechar o blog, isto começa a aparecer por aqui gente que já me conhece demasiado bem e que interpreta o que eu não disse.

      (obrigada * amo você até à lua)

      • Izzie diz:

        E olha, eu amo muito você, também. Sei que a menina é inteligente, dedicada, estudiosa, e que acreditas mesmo no que estás a fazer. E acredita, o que faz um bom profissional é mais a dedicação, que faz com que vá procurar as respostas quando precisa, do que já as saber na ponta da língua. Até porque as pessoas que padecem de excesso de confiança cometem erros e nem dão por isso, logo, nunca corrigem. É uma chatice isto de estar sempre a duvidar de nós? É, e uma canseira. Mas olha, cada um é p’ró que nasce, e ele há quem tenha nascido para sofrer 😉

        (ânimo, que ainda por cima estás num curso tãããã difícil!)

      • Mariana diz:

        Oh mentira, o curso não é nada difícil, dá é MUITO trabalho. Eu ontem na oral até cometi a “asneira” de lhes perguntar mas então se não é assim é como? Eu sou incapaz de não perceber uma coisa e de não perguntar, mas infelizmente lá isso é a norma. Leste uma coisa do Sobrinho Simões na semana passada? É que ele descreve tal e qual os estudantes de medicina, até mete medo.

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