Monthly Archives: Fevereiro 2013

se houver queijo com mais buracos que o suíço, sou eu

Estar grávida também é ligar a torradeira, cortar o pão, ir buscar a manteiga ao frigorífico e ir vestir-me a correr, enquanto o pão não torra em cima do balcão.

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bloqueadores de conversa

Então, que tal foi o teu dia? Foi óptimo, andei a enfiar dedos por um escroto acima, a tentar palpar uma hérnia inguinal, foi mesmo giro!

o bebé ténia

Uma gaja nalgumas coisas também é um bocado gaja e por isso passa grande parte da sua vida preocupada com engordar. Entretanto uma gaja até se começa a sentir mais segura na sua pele e passa a não ligar tanto a isso, mais importante a saúde que a estética, vamos é preocupar-nos com coisas sérias.

Depois vem o dia em que uma gaja engravida. No início, devagar, nem se pensa muito nisso. Mas chegam os 4 meses e a balança marca mais um quilo e meio ou dois quilos, dependendo da hora do dia. Uma gaja fica feliz? Pensa eh pá, coisa fixe, eu a achar que ia ficar tipo cachalote ao fim de duas semanas e afinal sim senhora? Não. Uma gaja preocupa-se. E pensa que o puto é anão. Que está a nadar em seco. Que há aqui alguma coisa muito, muito errada. Uma gaja respira. Relativiza. Brinca com a situação, o gajo até diz que a gaja traz ali um bebé ténia. Mas o que vale é que há consulta três dias depois, que toda a internet não chegou para tranquilizar.

Dizem que mais vale cair em graça do que ser engraçado e também dizem que a gravidez é um estado de graça. Ainda estou para descobrir a piada disto tudo, já que não acho graça nenhuma à coisa.

desejos

Quando o puto nascer vou passar um mês a presunto e caipirinhas.

coisas que me fazem confusão – versão grávida

Criancinhas de colo com as orelhas furadas.

Pais que vestem os filhos de igual.

Pais que não põem os pés na igreja sem ser em casamentos e funerais mas baptizam os filhos (e dar-lhes direito de escolha um dia, não?).

Bebés e crianças vestidas com roupas caríssimas, que lhes vão servir mais ou menos um mês.

Bebés e crianças vestidos de adultos (camisas e gangas são as coisas mais desconfortáveis para a mobilidade das crianças).

Putos mal educados.

Crianças de colo nas feiras ou horas a fio às voltas no shopping.

Que existam banheiras para bebés a custar 2.000€. E não, não lhes dão banho sozinhas.

(em actualização)

 

 

 

começar a vida sem cor

Quem foi que inventou a regra que dita que os bebés só se podem vestir de corzinhas fofinhas, pastelzinhos insossinhos, cor de rosinhas, amarelinhos, verdinhos cor de ranhoca fluorescente? Se as cores vivas até são mais interessantes e estimulantes, se são mais bonitas, quem me explica o racional? Sou muito alérgica a pastelzinhos e dá-me uma coisa se querem enfiar o meu bicho em mais um casaco desmaiado. As cores estimulam a criatividade, a boa disposição.

Quando finalmente sair às compras vou pintar um arco-íris na gaveta da minha cria. Enchê-la de amarelos a sério, de verdes garrafa e árvore, de azuis turquesa, petróleo e azulões. A vida só é sem cor se deixarmos e ensiná-la desmaiada não é forma de começar a vida.

blogging 101

ou o que é um blog, para principiantes

Se escreves um blog, chegará, quase inevitavelmente, o dia em que te entrará porta adentro um covarde anónimo a insultar-te. Faz parte, tipo ritual de iniciação. O primeiro vai fazer-te mossa. O segundo, eventualmente, também – depende de quão directo for o insulto, de vir de alguém que, ainda que no anonimato, te conhece, da particular maldade do comentador. Depois, se queres continuar nisto dos blogs, hás-de ganhar carapaça e adoptar uma ou duas regras básicas para o teu blog.

Ora, entrar no meu blog é como entrar em minha casa. Uma casa de portas bastante mais abertas, claro, mas que não deixa de ser a minha casa. O que significa que, apesar de eu não ter propriamente uma placa a dizer “reserva-se o direito de admissão”, como os bares tinham em tempos (até podia ter, mas dava uma trabalheira e só podia ser lida por pessoas a quem eu desse autorização expressa e o objectivo nunca foi esse), aqui só me insulta quem eu deixo. Sou veementemente contra a censura, mas sou ainda mais contra a violência, sobretudo a que chega sob a capa da covardia (apesar de, deixem-me dizer-vos, caros anónimos, poderem ser encontrados via endereço de ip, se por acaso algum blogger que insultarem decidir queixar-se à polícia). Portanto, querem insultar-me terão de o fazer de forma inteligente e terão de o fazer às claras. E mesmo assim reservo-me o direito de decisão de pendurar ou não na parede de minha casa o vosso insulto – terá de ser mesmo muito bom. Porque, pensem lá, se eu chegasse a vossa casa e vos insultasse vocês deixavam-me ficar alegremente ali? Não sejam tontos, além de covardes.

Para tudo o resto estejam à vontade. Querem participar de uma discussão, de forma crescida e construtiva? Força! Querem dizer-me que estou enganada pelas razões a, b e c, pensadas e racionais? Be my guests. Insultos lamento, já não tenho idade para essas pegas tolas de escola primária, com puxões de cabelos e desafios de língua de fora.

isn’t it ironic?

Tanta evolução, tanta ciência, tanto progresso e quando uma grávida se constipa e tem a garganta inflamada só pode tomar chá de limão com mel.