levar a marmita

Gostava muito de levar marmita todos os dias. A maioria das minhas colegas leva, o que faz com que eu acabe a almoçar sozinha, normalmente na cantina do hospital, onde não se come mal de todo mas onde também não se come assim tão bem (não é que me importe sempre, às vezes sabe-me bem o tempo sozinha, para ler ou respirar). Agora grávida, além de mais agradável era também mais saudável. E mais barato, claro.

Gostava muito de levar marmita todos os dias. Não vai acontecer. As minhas colegas têm mães que lhes preparam todos os dias o almoço para levarem no dia seguinte, eu já tenho sorte se conseguir chegar a casa com energia e tempo suficientes para fazer o jantar.

Mas este semestre vou tentar organizar-me. Fazer umas refeições ao fim-de-semana, maiores quantidades à semana, tentar que sejam variadas, saudáveis e nutritivas. Neste momento há chili de peru e toneladas de legumes a borbulhar numa panela de ferro. No frigorífico já há couscous com amêndoas e couve-flor e beringela assadas com especiarias para levar para o almoço de amanhã. Ainda vou fazer uma sopa para os jantares da semana e fico só com o almoço de sexta para resolver.

De boas intenções está o inferno cheio, já se sabe, mas para esta semana acho que me organizo. Nas próximas vamos ver. Não gosto muito da ideia de almoçar o que jantei na véspera, queria ter pelo menos um dia de intervalo. Se calhar vou dar uma de dona de casa perfeita e começar a planear menus ao fim-de-semana, credo.

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28 thoughts on “levar a marmita

  1. Navajovsky diz:

    Olha, como te compreendo!Saí de casa aos 18 para vir para a faculdade e, tendo sempre detestado cozinhar, já vão 4 anos e meio sempre a comer em cantinas (mas não no hospital, demasiado caro para mim, só nas da faculdade). Mas gosto assim. Às vezes tenho uma pontadinha de inveja da malta que só tem de aquecer a comida e andar, enquanto que eu passo tempos sem fim em filas. Às vezes também tenho uma pontadinha de inveja de não terem que pôr a roupa a lavar nem estender, de não se terem de entender com um monte de contas ao mesmo tempo que tentam gastar o menos possível aos pais, de não terem que limpar a casa todos as semanas, de terem sempre a família à mão para dar apoio. Ainda assim, prefiro a minha “independência” e não queria nada, nada, nada voltar a viver em casa dos pais.

    E não sei como é que foi que consegui transformar o meu comentário num testamento quando só vinha dizer “eu também” e desejar boa sorte com essa tarefa, na minha opinião, tão chata. Mas tu tens um motivo tão fixe para ter de o fazer!…

  2. Izzie diz:

    O que era uma caridade era explicares a certas pessoas como se faz um couscous decente, visto que há certas pessoas que nunca conseguiram que saísse uma coisa comestível.

    • Mariana diz:

      Eu explicava-te, mas não sei se o meu encaixa. O meu marido odeia o meu couscous, por isso se calhar sou eu que sou estranha por gostar… Espreita you know where, tem por lá umas ideias. Mas para mim o segredo está no molho com que se tempera o bicho. E eu prefiro-os frios, tipo saladas.

    • innocent bystander diz:

      espera lá, falas de cuscous simples só as bolinhas? não é so por agua, tapar, e esperar que cresça? se te for mais fácil faz boulgour, que é um grão mais grosso

  3. Luna diz:

    Olé, olha, eu sou uma preguiçosa de primeira, e sendo avulsa, ainda mais preguiça me dá para cozinhar. mas como a cantina da universidade era não só PÉSSIMA e caríssima, o que fui tentando fazer foi cozinhar a mais ao jantar, a contar com o almoço do dia seguinte.
    Logo acabando de cozinhar punha a quantidade para o almoço num tupperware (assim não arriscas comer tudo e não sobrar). Assim não tens mais trabalho, apenas cozinhas um bocadinho maior quantidade. Isto claro, se não fores daquelas pessoas que se importam de comer a mesma coisa duas refeições seguidas.

    • Mariana diz:

      Importo-me um bocadinho, mas posso sempre guardar essa refeição para o outro dia, saltando um dia já não me chateia. O grande problema é que muitas vezes chego a casa tarde e cansada e acabamos por jantar sopa (que há sempre pronta) e fruta ou outra coisa qualquer que não envolva cozinhar.

  4. anageorge diz:

    Quando te habituares, não queres outra coisa. Acho que ainda mais estando grávida. Se tiveres acompanhamentos e proteínas diferentes, não tens que repetir almoço e jantar, podes misturar.
    Espreitem o http://amarmitalisboeta.blogspot.pt, a Luna foi uma das primeiras pessoas a dar testemunho 🙂
    Ah, e tem a receita com o segredo do cuscus aqui: http://amarmitalisboeta.blogspot.pt/2012/07/couscous-com-ratatouille.html

    • Mariana diz:

      Ana, era incapaz de enfiar vaqueiro (ainda para mais líquida) no meu couscous. O meu é todo temperado com azeite.

    • Izzie diz:

      Obrigada, vou experimentar com a película aderente. Por acaso tinha a impressão que dissolver alguma gordurinha na água quente era capaz de ser boa ideia, tenho caldo de galinha caseiro, vou substituir o azeite pelo caldo.

      • anageorge diz:

        Espera: usa-se azeite (ou margarina) no princípio, e depois o caldo. O caldo não substitui a gordurinha. A diferença da película é que faz uma pequena estufa e o cuscus fica no ponto.

      • Mariana diz:

        Eu continuo a não perceber para que é a película aderente… Um tacho com tampa não faz a mesma coisa? E é muito mais ecológico… Eu nunca usei e o meu couscous, em termos de textura, sai impecável.

  5. Luna diz:

    Pois, assim é mais complicado. Aqui, como obrigatoriamente a minha refeiçao principal tinha de ser o jantar, já que mesmo na cantina só há sandes, croquetes e sopas instantaneas, se quiser ter uma refeiçao quente ao dia, tem de ser o jantar, e depois de se comer uma sandes de queijo ao meio dia, não se fica com uma sopinha à noite.
    Mas eu aqui tenho uma limitação que quase de certeza nao tens: eu só tenho um mini-frigorífico, e o congelador é uma prateleira, pelo que nao dá para quase nada, mas em portugal as pessoas tem frigos normais, de modo que a minha sugestão é de cada vez que cozinhares, fazeres a mais para dar para mais um almoço ou dois, pores em tupperwares e congelares, e assim cada dia é só tirar uma caixa e levar.

    p.s. confesso que se tivesse uma cantina com comida decente para almoço também não me dava ao trabalho.

    • Mariana diz:

      Pois, lá está. A cantina do hospital não é má, tem 4 opções (carne, peixe, vegetariano e dieta), salada, sopa, fruta fresca… Tenho sempre uma boa alternativa, mas queria ver se fazia um mix este semestre 🙂

      • Luna diz:

        Olha, até vir para aqui queixava-me da cantina de pos-grad do técnico, que tinha as mesmas opçoes e refeição completa por 3.80€. Aqui, por esse preço, levas uma tosta de queijo e tomate (ou cebola), e vais com sorte.

  6. Luna diz:

    p.s.2. aqui começei a ganhar aversão à cantina e a pagar quase 4 euros por uma sandes ou tosta merdosa, e mesmo quando nao cozinhava para o almoço, preferia passar no AH Excel (ramo da cadeia de supermercado em tipo loja de conveniencia) e comprar uma sandes ou wrap, ou cenas para microondas de lá, que sempre saia mais barato que a cantina.

  7. são joão diz:

    O meu cérebro parou na frase “As minhas colegas têm mães que lhes preparam todos os dias o almoço para levarem no dia seguinte”. Há gente com uma sorte…

  8. Luna diz:

    E prontos, agora deu-me uma cena e sim. queria os meus 22 anos e a minha mae de volta a cozinhar e a ensinar-me o que nao chegou a ensinar, e que tenho de de perguntar à mae da melhor amiga quando quero fazer alguma coisa que nao sei. oh well. you know it…

  9. Filipa diz:

    Marmitas feitas pela mãe, só termos preparados pela mãe na primária. De resto, sempre fui eu…
    Eu faço couscous com água quente e caldo de legumes biológico dissolvido; é aí que o couscous “coze”. Depois adiciono o que tiver que adicionar e se for com a versão fria de pepino, tomate, pimento e cebola, tempero com azeite e vinagre. E fica muito bom, modéstia à prte (já foi provado por terceiros).
    De resto, poderias era dizer como fazes esse chili de perú, please, e como assas legumes no forno. Nunca experimentei assar, não deve ter nada que saber mas queria umas dicas porque ando há muito para o fazer…

  10. DN diz:

    o segredo da marmita é… os restos do jantar do dia anterior, tcharan! 🙂
    fazer sempre um bocadinho a mais para dar para o dia seguinte. quando não se faz jantar, não há almoço. o mesmo se aplica às sobras do fds.

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