coisas que me fazem confusão – versão grávida

Criancinhas de colo com as orelhas furadas.

Pais que vestem os filhos de igual.

Pais que não põem os pés na igreja sem ser em casamentos e funerais mas baptizam os filhos (e dar-lhes direito de escolha um dia, não?).

Bebés e crianças vestidas com roupas caríssimas, que lhes vão servir mais ou menos um mês.

Bebés e crianças vestidos de adultos (camisas e gangas são as coisas mais desconfortáveis para a mobilidade das crianças).

Putos mal educados.

Crianças de colo nas feiras ou horas a fio às voltas no shopping.

Que existam banheiras para bebés a custar 2.000€. E não, não lhes dão banho sozinhas.

(em actualização)

 

 

 

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27 thoughts on “coisas que me fazem confusão – versão grávida

  1. Izzie diz:

    Banheiras a 2000 parrecos??? Foge. Olha que também há alguidares muito féchion.
    (também não percebo roupas caríssimas)

  2. Izzie diz:

    Aqui entre nós, parece um bidé com patas. C’orror.

  3. Wallis diz:

    A tua lista está mais vocacionada para crianças de colo? Permites contribuições? Se sim, olha, há uma coisa que me faz espécie:
    – crianças que monopolizam a tv: a tv é só para ela, ela é que escolhe o que quer ver, a tv está ligada o dia todo, às vezes a criança toma as suas refeições em frente à tv, outras vezes a tv está a dar para o boneco mas nem pensar em apagar ou mudar, caso contrário dá birra. Tudo isto mesmo na presença de convidados.
    (os argumentos já conheço: é porque é prático, é porque não se quer contrariar)

    • Izzie diz:

      Wallis, a meus braços! Já vi esse filme tantas vezes.

    • Mariana diz:

      Aceito pois! Essa também me faz confusão, a tv como substituta dos pais ou da antiga ama. Espero não estar a cuspir para o ar, mas vou fazer tudo por tudo para não cair nessa esparrela, acredito que uma vez lá dentro seja difícil de sair.

      • Maria Bê diz:

        Pois é, filha, tu não cuspas, não cuspas! Graças a Deus pela TV, é assim uma espécie de turn off button para os putos. E é tão bom desligá-los só um bocadinho… Obrigada, obrigada, obrigada céus!
        Um sorriso!

      • Filipa diz:

        Olha que o Baby TV é bem porreiro! 🙂 Quando precisas de 5 minutos para ir fazer um xixi ou, loucura das loucuras, tomar banho! 🙂

  4. Tudo isso me faz também confusão. Embora mea culpa, baptizei os meus filhos e a mais velha já vai à catequese apesar de eu não ir à missa. Mas sou católica, apesar de cada vez menos crente. Detesto ver bebés ocm as orelhas furadas. E essa da tv também já me aconteceu com um casal amigo mais do que uma vez estar à mesa e não consiguir ouvir o que as outras pessoas dizem (também sou meia surda vá) porque as crianças têm que ver os desenhos animados nas alturas. E há pais que vestem os filhos só mesmo para passar os modelitos, querem lá saber se os putos estão desconfortáveis. Écomo ter uma mini Barbie ou mini Ken. E ai deles se se sujam.

    • Mariana diz:

      Pipinha, é implicação minha, que não acredito em católicos não praticantes. Para mim uma coisa é acreditar em Deus, outra é ser católico e a segunda no meu livro implica adesão aos ritos. Numa comparação idiota, é um bocado como ser pela praxe só para se ir ao cortejo e à cartolagem, mas sem querer passar pelas partes chatas.

      • Também não acredito nisso de não ser praticante. E fiquei chocada quando me apercebi que aparecia escrito dessa forma nos papéis da própria igreja, quando nos decidimos casar..

      • Mariana diz:

        Eu sou ateia e a viver em pecado desde que me casei, portanto… 😉

      • É uma questão complicada para mim. Tive um tio padre (na verdadeira acepção da palavra) , uma mãe catequista, e foi educada para acreditar em Deus. Mas quando me ponho a pensar em todas coisas que se passam neste mundo, cada vez mais ponho tudo em causa. Por isso fico um bocado ali no meio sem saber muito bem para onde me virar. É raro ir à missa porque para rezar, não preciso de ir à missa, e porque vejo mais uma feira de vaidades, do que outra coisa. A minha vizinha por exemplo está sempre metida na igreja e é das pessoas mais venenosas que conheço. E já para não falar em muitas coisas da igreja que metem nojo, eu casei nos franciscanos, que não me levaram um tostão, mas tive de ir pedir autorização ao padre da paróquia que durante toda a reunião só falava em dinheiro, e usava pólo da ralph lauren, ou seja, voto de pobreza nickles. Há muita coisa na Igreja que me afasta, mas lá está se me perguntarem digo que sou católica, mas aceito que nem toda a gente concorde com essa definição.

  5. Inês diz:

    Concordo absolutamente contigo no que diz respeito à religião.
    E sempre achei uma falta de respeito tremenda para quem verdadeiramente acredita “o casar na igreja só porque é suposto”.
    Muitos amigos meus assim o fizeram.
    Agora a última moda (conheço 3 casais assim) é quererem baptizar os filhos quando eles próprios nem sequem são casados pela igreja.
    Se, no que lhes diz respeito, não acreditam, porquê impingir aos filhos ?

  6. Anna Blue diz:

    Coisas (para além dessas) que me fazem confusão:
    – brinquedos XPTO caríssimos que fazem tudo e mais um par de botas ( o meu entretem-se sobretudo com coisas perfeitamente banais: revistas, bolas, molas, caixas, etc. apesar de ter brinquedos mais elaborados).
    – a parafernália de acessórios de puericultura que nos “vendem” como sendo absolutamente indispensáveis. Uma boa parte deles é perfeitamente inútil ou substituível por soluções mais económicas.

  7. No que diz respeito ao batizado, passam as crianças a engrossar os números de supostos católicos, que servem sempre para legitimar o privilégio desta confissão sobre as outras. E por isso temos cardeais a serem tidos e achados num País em que a maioria é católica, não por escolha, mas porque quem é batizado já não se desbatiza…

  8. Smelly Cat diz:

    Concordo com tudo!
    Realmente também não consigo perceber por que é que torturam as crianças para lhes furar as orelhas… A mim foi quando eu quis e pedi (mas saí de lá com uma furada e outra por furar, a dor foi tanta que não deixei o ourives fazer o mesmo à outra…).
    Sou da aldeia e cresci a brincar na rua com os meus vizinhos. Tinha brinquedos e livros em casa, mas o facto de podermos brincar livremente e inventar brincadeiras com as coisas que apanhávamos era óptimo. Era assim que se desenvolvia a imaginação. Agora os putos aborrecem-se com tudo, coitadinhos…

  9. André diz:

    Essa dos putos mal educados… Estamos a falar de colo, ou mais velhos? É que birra, não é sinónimo de má educação…. Descobri eu depois de muito gozar os outros…. Sobre a tv, acho que ainda vai engolir em seco…. Sobre a religião, spot on! ao ler parecia que era eu a falar!

    • Mariana diz:

      Espero que não aconteça isso com a tv. Honestamente, prefiro deixar de ter televisão em casa durante uns meses do que viciar os meus filhos nela. Não compreendo pais que depositam horas a fio os filhos em frente à televisão ou com uma consola portátil nas mãos.

      • Goldfish diz:

        Nós não ligamos a TV desde Agosto, quando mudámos de casa. E com ligamos quero dizer que nem sequer com a ficha que liga à antena e ao descodificador está.
        E, já agora, a minha definição de católico também implica praticar a religião, ou é apenas um cristão, não um católico.

      • André diz:

        A nossa filha mais velha, quando chega a casa vinda da escola “precisa” de meia hora em que ninguém a chateia, para descomprimir dos berros, corridas e jogos do dia… Depois disso está pronta para ir fazer trabalhos de casa e brincar…. Suponho que seja possível fazer isso de maneira diferente e é obvio que há um grande diferença entre fazer uma coisa e ser viciado numa coisa. Agora essa modalidade actual de que a tecnologia é demoníaca a mim não me convence….. Agora há regas, claro que há. Mas a televisão (tablets, etc) fazem parte da vida e contribuem para a nossa sanidade mental!

      • Anna Blue diz:

        Transformar a televisão em babysitter definitivamente não. Mas se há coisa que eu agradeço é bonecada e anúncios na hora da sopa. Acabou-se a choradeira, as birras, a sopa espalhada por todo o lado, o puxar o vómito, etc. Ganhei sanidade mental e na hora da refeição respira-se tranquilidade. Mas como está para breve começar a partilhar as refeições connosco vou tentar deixar de ter esse suporte. Até porque na minha casa nunca houve tv durante as refeições e é isso que pretendo incutir. A estrada faz-se caminhando…

      • Mariana diz:

        André, concordo plenamente com tudo isso. Mas nesse caso parece-me já se tratar de uma criança mais velha e, mais importante, com regras. É meia hora de televisão, não são 2-3h seguidas. Ou seja, não é ela que controla a programação à noite, por exemplo, nem é enfiada em frente à televisão para comer.
        Eu sou a favor da televisão como tudo, com moderação. Acho-a – e às tecnologias – fundamentais para o desenvolvimento da criança. Não podem é ser, como são muitas vezes, substitutos dos pais.

  10. anageorge diz:

    Bem-vinda a um país católico e de aparências.
    (concordo com tudo)

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