todos os nomes

Dar um nome a uma criança é uma responsabilidade imensa. É o primeiro passo que damos na sua integração social, anos antes da escola, dos colegas, da maldade típica e natural das crianças. É fácil deixar ir a imaginação e dar-lhe o nome que mais nos agrade, ignorando tudo o resto. Mas se começamos a puxar as pontas à meada, acabamos ensarilhados. Vai rimar com alguma coisa feia? Vai dar origem a trocadilhos maliciosos? Tem diminutivos idiotas? Soa bem com os apelidos que já decidimos pôr-lhe? Se a isto juntarmos dois pais esquisitinhos, que rejeitam juntar-se ao rol de fãs dos Rodrigos, Martins, Joões e Afonsos que encabeçam a lista dos nomes mais usados em Portugal e que vão inundar as escolas deste país daqui a 5-6 anos, a situação complica-se mais ainda.

Devia ser só um nome, mas não é. É um cartão de visita, uma primeira impressão, um rótulo inevitável. Pode ser um orgulho (o meu é) ou um tormento de cada vez que um professor faz a chamada. Um bom nome não impede alcunhas pouco simpáticas, mas também não dá lenha para essa fogueira.

Um nome é mais do que um nome. É uma identidade. E é uma canseira.

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48 thoughts on “todos os nomes

  1. Filipa diz:

    O meu nome preferido sempre foi Afonso. Quando o dizia ficava toda a gente a olhar para mim como se eu tivesse enlouquecido. Passados todos estes anos é um dos nomes mais usados. E foi por isso que não o escolhemos e optamos pela sugestão do pai. Mas há males que vêm por bem. Agora gosto muito mais da nossa escolha.

  2. Filipa diz:

    Qualquer nome que escolham pode virar “moda” daí a uns anos. Isso é algo que não podem controlar. Fui Filipa “sozinha” na minha idade durante alguns anos – na escola nunca havia nenhuma – e depois houve uma “febre”. O meu irmão, que tem 42 anos, chama-se João Rodrigo, não havia Rodrigos, entretanto o filho dele com 10 anos é e trungas, montes deles… Etc., etc. Um nome não é uma responsabilidade assim tão grande se não puserem coisas demasiado esquisitas. De resto, um nome é só um nome… Entre tantos outros iguais e outros tantos diferentes. Do not stressate.

    • Mariana diz:

      Não estou propriamente a pensar combater modas futuras, só não quero embarcar nas modas da geração à qual ele vai pertencer. As outras não me preocupam.
      Mas não, um nome não é só um nome, sobretudo se não gostares do teu. Conheço muita gente que não gosta e que o carregou tipo cruz até à vida adulta e mesmo além disso.

      • Filipa diz:

        Não é não ser importante; mas tem uma importância relativa porque um nome é apenas uma coisa de entre montes de outras coisas que a pessoa é/será; daí eu ter relativizado com o “só”. E é impossível controlar todas as variáveis. Os meus pais não controlaram a conjunção do nome com o apelido, até houve uma altura que eu respirava 1 segundo antes de dizer, porque com a elisão fica esquisito.
        E como controlas tu que a criança venha a gostar do nome? Pôr dois é uma solução, porque se não se gosta de um tem-se o outro.
        E como controlas as modas de agora? A não ser que ponhas mesmo diferentes, tipo Álvaro, Eduardo, Xavier (vai havendo alguns) e até Zarco, nada te garante que de repente não surjam nomes iguais ao que vais pôr.
        Eu tina um nome para filha e um para filho há muitos anos (um de cada, só). Não usei nenhum e nenhum está ou esteve propriamente na moda. Mas se viesse a estar? Era o que faltava deixar de pôr por causa disso (assim como o contrário não ia aplicar-se). Se o meu filho ou filha não gostassem, que aos 18 anos fossem mudar…

      • Mariana diz:

        Lá está, os teus pais não pensaram na conjugação do nome com o apelido, que é precisamente o que me está a impedir de decidir definitivamente escolher o nosso favorito. Eu acho que devo pensar nisso, porque, lá está, não concordo contigo – para mim o nome tem muito mais peso do que parece ter para ti, se calhar porque convivi com muita gente que cresceu a odiar o seu.
        Claro que não é o nome que vai definir a personalidade nem a forma como ele é, pessoal e socialmente, mas porque é que eu o hei-de “condenar” a anos de hesitar um segundo antes de dizer o seu nome e apelido?

      • Mariana diz:

        E, olha, Eduardo está no top 3, Xavier no top 5 (o pai gosta mais que eu) 😉

      • Filipa diz:

        Mas não é nada de grave, só disse uma variável que não terá sido pensada (ou foi e mesmo assim não era problemática) exactamente como exemplo de que não se consegue controlar tudo e por isso mais vale não gastar demasiada energia. Mas tu é que sabes, claro.
        E sobre o gosto, ao se porem dois nomes é que se controla um bocadinho mais isso. Tive uma fase em que achava que não gostava de Filipa e andava armada em esperta e dizia que me chamava Ana 🙂 Claro que se fosse Filipa Vanessa, ou Cátia Filipa, estava lixada nessa altura, mas “prontes”.
        Eduardos e Xavieres estão na moda; numa moda assim mais restrita ao meio académico e intelectual, mas estão…
        Olha, eu há uns tempos comecei a adorar Benjamim. Adoro. Se tivesse um puto, era o nome que poria. Não poderia conjugá-lo era com o nome que sempre gostei, que é Gustavo. Ambos só me fazem pensar em amor e mimo (um apela ao beijo, o outro faz lembrar gosto).
        Provavelmente poria um João para ele ter a que se agarrar caso não gostasse dos outros. E assim que começasse a chatear-me demais, pagava-lhe a ida à Conservatória para mudar. Ahahahah Ou então dizia “deixa-te de coisas, quando tiveres filhos escolhe tu o nome; este tive de ser eu”.
        Good luck 😀

      • Mariana diz:

        Não gosto de dois nomes, não há hipótese. Nunca gostei. E o paizinho da criança, que até tem dois nomes, também não gosta, portanto… 😉

  3. Izzie diz:

    Eu cá acho que um nome é uma coisa importante. Quando era miúda, a única Izzie num mar de Anas Cristinas, Carlas e Alexandras, odiava o meu nome. Depois havia quem gozasse, que era nome de rainha e santa e tal. Depois habituei-me, e é mesmo meu. E muito comum na minha família, tal como o Filipe.
    (mais para a tua lista de nomes estafados: Manel, Salvador, Lourenço. Aqui há uns anos era resmas de Brunos, Andrés e Bernardos)

    • DNC diz:

      O meu mais velho tem o nome que eu escolhi quando era ainda menina: André. E garanto que não tem mesmo nada a ver com modas, fui sempre apaixonada por este nome, e até calhou ficar muito bem com os apelidos 🙂 Já o nome do mais novo foi escolhido pelo pai, que, na altura, achava que era motoqueiro e decidiu dar-lhe o nome do padroeiro do motociclistas: Rafael. E calhou, também, ficar bem com os apelidos. 🙂
      E concordo com a Mariana e com a Izzie, um nome é uma coisa muito importante, faz parte da nossa identidade e implica muito com a forma como nos integramos em sociedade. Por isso, acho, também, que é uma grande responsabilidade.

  4. Wallis diz:

    Olha, ainda hoje estava a falar nisso. Há ainda quem simplifique (complique?) a escolha com recurso a critérios como as primeiras letras do alfabeto com vista a ser dos primeiros a ser despachado dos exames da escola ou coisa assim. Parece toda uma ciência, isso dos nomes…Tens toda a razão, é muito importante. Eu estive para ser Joana ou Ana Isabel e os meus pais acabaram por escolher outro nome bem português mas pouco usual (facilmente traduzível noutras línguas, pormenor algo importante já que nasci e vivi noutro país e fui poupada de ouvir o meu nome em português com sotaque francês, no caso). Não é um nome típico de criança, não conhecia mais ninguém com o meu nome. Em pequena, nunca liguei muito porque, no fundo, é um nome normal, nem feio (gozável) nem bonito, seja o que for que isto quer dizer. Hoje em dia, gosto imenso e acho que combina (sinto-o mesmo como meu, isso também é importante).
    Felizmente fui poupada à “ditadura” da escolha pelos avós, em voga na minha época. Ia acabar em Conceição ou coisa assim. Nada especialmente contra, mas pronto, gosto mais do meu 🙂
    Boa sorte (para tudo)

    • Mariana diz:

      Se eu fosse pela ditadura dos avós a minha criança ia ter tantos nomes (2 próprios mais uns 4 apelidos, pelo menos) que quando acabasse de os escrever a todos já não tinha tempo para fazer o teste. Filho meu leva 1 nome próprio e 1 apelido de cada pai. Ponto.

      • Filipa diz:

        Só 1 nome limita, pois (só li agora este comentário, depois de escrever o meu anterior).
        Nós somos 4 irmãos com dois nomes próprios e um apelido de cada pai. Mas tudo nomes “simples” conjugados com outros um nadinha menos simples (comparados com o que se vê agora são simplicíssimos :-)).

      • Wallis diz:

        Ainda há a questão do uso dos dois nomes para marcar a disposição da mãe…a minha vizinha era “ó Andreia Margariiiiiiiida, anda cá” quando a coisa não estava famosa. 🙂

      • Filipa diz:

        Nós também fizemos isso: 1 nome próprio e 1 apelido de cada um. até porque o primeiro nome já é comprido. e se fosse pelos avós (paternos que os maternos não opinam porque já sabem a filha que têm) seria João como o pai, o avô, o bisavô e não sei mais quantos primos. claro que se tratam todos pelo segundo nome.

  5. Queen of Hearts diz:

    Há muitos Joões agora? Não conheço muitos por cá. Aqui na minha zona, os mais estafados são os Martins, os Rodrigos e os Afonsos. Também há muitos Tomás e Guilhermes, alguns Santiagos, Bernardos, Antónios, Gonçalos, Diogos… Eu francamente não sou apologista de escolher nomes porque estão na moda. Vai daí, escolhi um nome que sempre foi o meu nome masculino preferido, e o do pai também. Sem querer saber se era da moda ou não – embora acredite que se houvesse muitos iguais à minha volta, na geração do meu filho, isso me pudesse desmotivar. Em casa, ele tem um diminutivo, aconteceu sem querer. Foi colando, ficou. Não me apetece que se comunique a outros meios fora da família e é isso que espero. Mas também não creio que lhe diminua a identidade. É apenas o que é: um diminutivo, um petit-nom que os pais, os avós e os amigos lhe chamam. Não é um “inho”, ao menos isso.

  6. Izzie diz:

    Se te fizer sentir melhor, eu conto-te quais são os nomes próprios dos meus sobrinhos. Vais achar que qualquer opção é maravilhosa, em comparação. Ah, e a somar, os p’quenos ainda ficaram com 4 apelidos, toma, embrulha, vai buscar, que assim é que é phyno. Chiça, eu cá perco muito menos tempo a assinar, e cabe tudo numa linha.

    • Queen of Hearts diz:

      Caraças, ainda assim o meu filho consegue estar no top ten. Rats!

      Eu e a minha irmã também temos nomes sem diminutivos. Nomes pequenos, simples e bonitos (a meu ver). Por isso, também nunca fui muito fã de diminutivos, nem nunca estive habituada a eles. Vai-se a ver e no fim de contas o meu filho acaba por ser o feliz contemplado com um, e pior, por culpa minha. Estou um bocado arrependida, mas culpo as hormonas pós-parto.

  7. Queen of Hearts diz:

    (só para ser engraçadinha, mas falando a sério, a Izzie foi buscar o Vasco e o Lourenço e eu estaria disposta a arriscar um mindinho em como um certo puto que eu cá sei – não é o teu – vai corrido a um deles)

    • Mariana diz:

      (achas? Eu aposto mais em Afonso, mas… ;))

    • Filipa diz:

      Eu acho que esse vai ser mais “esquisito”. Vasco deve ser o primeiro puto do já estreante pai.
      Tenho um sobrinho Lourenço e acreditam que não os havia – nós não conhecíamos, se calhar sim – praticamente quando ele nasceu há 9 anos? E agora olha, trungas. Não que eu aprecie muito o nome, agora só gosto por ser dele. Antes era-me indiferente.

  8. Isa diz:

    Olha, eu tenho de agradecer à minha mãezinha, pelo meu pai chamar-me-ia Emília ou glória, tudo lindos nomes minhotos. fizeram um acordo, a minha mãe não aceitava nenhum quirino, o nome do meu avô paterno e do qual nenhum dos meus primos escapou, e o meu pai recusava-se a pedros, migueis e joões. Gonçalo, isabel, Francisco e manuel maria, que é o nome do meu pai, se fosse rapariga seria maira manuela, o nome da minha mae. por causa dessa brincadeira, somos todos manueis e marias lá em casa, o que é sempre motivo pra grandes gargalhadas aqui no Brasil. felizmente, não há nenhum joaquim…

    • DNC diz:

      Pois eu, se um dia tiver uma menina, hei-de chamar-lhe Emília, que é o nome da minha avó e que eu adoro!

      • Mariana diz:

        Tadinha da menina 😉

      • DNC diz:

        A sério??? Não gostas? 😦

      • Mariana diz:

        Nem por isso, mas também não tenho nenhuma avó Emília 😉

      • DNC diz:

        Pois. Mas olha que podia ser pior, se tivesse tido primeiro uma menina é provável que se chamasse Laura Helena 😉

      • Mariana diz:

        Porquê, não ias gostar dela?

      • DNC diz:

        Na altura, eu era jovem e não pensava 😉
        Long story short: é a junção dos nomes da minha sogra e da minha mãe.

      • Mariana diz:

        Além de levar com um nome feio ainda os leva por herança. Desgraçada! Aposto que o cromossoma X soube disso e se assustou 😉

      • DNC diz:

        Também acho 😉
        A questão é que eu gostava dos dois nomes, mas não era capaz de escolher só um… então um dia em conversa com uma amiga, tão jovem e pouco pensante quanto eu, surgiu a junção… e andei com aquela fisgada, embora o pai fosse absolutamente contra, até que soube que ia ter um rapaz. Agora já não sou tão jovem e já penso, um bocadinho ;), e percebi que era uma maldade… por isso, será Emília!

    • Isa diz:

      ai desculpa, confundi-me, não era Emília, era Ermelinda…

  9. Smelly Cat diz:

    Se a criança só vai ter um nome, só isso já é meio caminho andado. Os meus nomes próprios juntos são, basicamente, um mimo. Se fosse cantora pimba nem tinha que inventar um nome artístico… Se fosse menina sugeria algo como Micaela Solange, nome que eu já ouvi e que me deixou muito mais feliz com o meu… Agora para rapaz não me vem nada à ideia, à excepção de Miguel Vítor.

    Fora de brincadeiras, gosto dos nomes Rafael, Tiago, Francisco.

  10. Luna diz:

    nem de propósito, um post com graça sobre o assunto:

    http://www.apaisana.com/2013/03/20/a-escolha-do-nome/

  11. Tenho uma teoria: quando uma criança decide embirrar com outra, não é um nome pouco dado a trocadilhos que a irá impedir de o fazer. É claro que há nomes “desactualizados”, que seriam alvos fáceis de brincadeiras – Arlindo & Ermelinda, só para citar alguns. E depois há muitos nomes que caíram em desuso, mas que são contemporâneos. Se verdadeiramente quer um nome que não encabece a lista dos nomes mais usados, tem muito por onde escolher 🙂

  12. Anónimo diz:

    Eu sou esquisita nos nomes. Não gosto de dois nomes próprios nem muito elaborados. Para menino sempre adorei o nome Miguel, mas não pôde ser cá em casa não iria haver um junior, ah não Assim optamos por Matias, e já lá vão nove anos e ainda adoro este nome. Para menina adoro Laura.

  13. Eu sou suspeita que só gosto de nomes com história dentro e simbólicos e odeio modas. A Ana se não fosse Ana seria Teresa ou Isabel. Assim ficou “Ana”. Sem segundo nome que isso, a mim, causou-me trauma. E, sim, os filhos também servem para resolvermos conflitos internos, não me venham com merdas.
    Se fosse rapaz seria António e caguei para os Tó Clismos e os Tony Carreiras com que os meus amigos começaram logo a gozar. Se não gozarem com o nome, vão arranjar outra coisa qualquer para troçar (os miúdos quando querem embirrar, qualquer coisa é petexto). Eu escolho sempre nomes que me dizem alguma coisa, que me lembrem alguém de quem eu gostava muito, que me fa4am sentir quentinha quando os pronuncio,
    O filho é teu, chama-o o que quiseres. (No seguimento da Izzie sugiro um Rúben Fábio).:P

    • Luna diz:

      Lá está. António, nome tão bonito, que era dos meus dois avôs, do meu tio, segundo nome de primo, e nome de filho de primo. A sério, só me vão sobrar os nomes feios a nao ser que repita.

  14. Me diz:

    Vai pela (vossa) simplicidade e pelo vosso desejo. Esquece se é/está ou não na moda, se é passível ou não de ser substituído por um diminutivo, and so on.

    Eu sempre adorei o nome da minha irmã (e detesto o meu) que é particularmente raro. Aparentemente até o meu pai só gostou do meu nome durante meia dúzia de meses.

    Quando tocou a escolher o nome da minha filha (que é partilhado pelas avós, por mero acaso), ouvi 50 mil bitaites por escolher “O” nome mais comum de todos. Ouvi outros tantos por não ter colocado segundo nome à criança para que pudesse “ter alternativa”.

    Sabes que mais, os pais são vocês 🙂

  15. Maria diz:

    Na verdade, todos os nomes dão origem a trocadilhos maliciosos se houver vontade de gozar com a pessoa em questão.
    Por exemplo, a minha irmã Ana – um nome tão simples e aparentemente tão neutro – foi Ana Banana na escola até ao final do 9º ano (excepto para os amigos do meu irmão João: como o tratavam por João Ratão, tratavam-na por Ana Ratazana). Já eu, suficientemente mais nova para escapar a Maria Ratazana (e muito os meus pais ouviram o ‘é nome de velha’ por causa do Maria tão em voga agora), fui caixa-de-óculos, quatro-olhos, bola de sebo, …

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