Monthly Archives: Março 2013

desejos

Hoje era um bom pão alentejano, umas azeitonas, um chouriço assado e dois ou três copinhos de vinho, fachavor.

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nunca o mundo se esvazia de surpresas

Saiu um artigo numa revista médica altamente conceituada que falava de uma senhora que tinha uma espécie de “calcificações” (espécie porque não eram de cálcio, eram de flúor, creio) no esqueleto por consumir muito chá. Uma pessoa lê estas coisas e preocupa-se, sobretudo porque passou as últimas épocas de exame todas a litradas diárias de chá e ainda hoje, apesar de mais limitada na escolha, gosta do seu chazinho sem cafeína diariamente e do ocasional verde pela manhã. Abre o artigo, lê com atenção e respira de alívio. A senhora, parece, consumia o equivalente a 150 saquetas de chá por dia. Cento e cinquenta! Acho que nem se o usasse para tomar banho conseguia consumir tanto chá.

ponto da situação

Ora, 5 meses passados e ainda não há fotografias da barriga, nem olhares bovinos, horas perdidas às festinhas na pança ou lágrimas nas ecografias. Acho que ainda não se foram neurónios suficientes, ufa, espero que não se vão muitos mais.

todos os nomes

Dar um nome a uma criança é uma responsabilidade imensa. É o primeiro passo que damos na sua integração social, anos antes da escola, dos colegas, da maldade típica e natural das crianças. É fácil deixar ir a imaginação e dar-lhe o nome que mais nos agrade, ignorando tudo o resto. Mas se começamos a puxar as pontas à meada, acabamos ensarilhados. Vai rimar com alguma coisa feia? Vai dar origem a trocadilhos maliciosos? Tem diminutivos idiotas? Soa bem com os apelidos que já decidimos pôr-lhe? Se a isto juntarmos dois pais esquisitinhos, que rejeitam juntar-se ao rol de fãs dos Rodrigos, Martins, Joões e Afonsos que encabeçam a lista dos nomes mais usados em Portugal e que vão inundar as escolas deste país daqui a 5-6 anos, a situação complica-se mais ainda.

Devia ser só um nome, mas não é. É um cartão de visita, uma primeira impressão, um rótulo inevitável. Pode ser um orgulho (o meu é) ou um tormento de cada vez que um professor faz a chamada. Um bom nome não impede alcunhas pouco simpáticas, mas também não dá lenha para essa fogueira.

Um nome é mais do que um nome. É uma identidade. E é uma canseira.

começar mal

ou a melhor forma de estragar aproveitar um dia

Hoje resolvi ficar em casa a estudar. Como tal, já tenho planos para fazer pão de queijo, muffins e acabar um livro.

mais depressa se apanha uma grávida

Acho que não ando cansada, mas ando muito preguiçosa. A desculpa do cansaço dá é um jeito do caraças e acho que começo a topar as manhas às grávidas.

grávida tamanho de cruzeiro

E, de repente, as calças já não me servem, a bata já não aperta e já não há roupa larga que disfarce a barriga. Estou oficialmente em modo barraca de praia, apesar de continuar sem engordar noutros sítios. Decidi que, apesar disso, vou assumir a barriga e roupa de grávida só as calças (que tem mesmo de ser). Para cima, peças largas que possa usar quando desengravidar, sem aquelas costuras esquisitas em forma de sanfona.

A criança começa a ter enxoval e vai a caminho de ter nome. Isto de dar nome a uma criatura é uma responsabilidade e pêras e ainda nos pesa nos ombros, tanto que ainda não há uma decisão final. Há um processo, que pôs de parte todos os nomes mais usados neste país (tanto Rodrigo vai haver nas turmas da escola primária nos próximos 10 anos…), mais todos os que não nos agradam, deixando-nos com uma lista de 3 ou 4. Dar nome a uma menina seria muito mais fácil, mas enfim.

Andamos portanto em velocidade de cruzeiro. Ainda não comprámos nada das coisas grandes, ainda não esvaziámos o futuro quarto da criança, ainda não fizemos grande coisa. Mas ainda a procissão vai a meio e já há uma lista, que, como todos os organizadinhos sabem, é por onde se começa a sério.

é a loucura nas bancadas

Se eu deixasse, a minha sogra já tinha comprado todo o guarda-roupa do puto, mais de todos os que se lhe seguissem e de todos os filhos deles, até à quinta geração.

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