crianças de vitrine

Às vezes acho que devia haver quem explicasse a alguns pais e quase pais que aquela criatura não é um bibelô, nem tão pouco o Nenuco que lhes foi negado na infância ou de que têm tantas saudades. Que não existe para se enfeitar tipo camilha, cheio de rendas que arranham a pele ou de tecidos tão duros que não permitem o movimento. Não são cãezinhos de loiça, não são sevilhanas que se passeiam no carro. Não existem para que as mães possam dar livre passe aos seus ímpetos féshionistas, vestindo-os de forma muito bonita (ou nem isso) mas tão pouco prática e confortável.

Os putos podem andar giros e com estilo, caramba, não faltam opções. Mas o principal objectivo de qualquer roupa para qualquer idade (ou seja, desde o dia em que nasce) deve ser o conforto da criança. Deve poder mexer-se à vontade, virar o pescoço sem ficar irritado por golas parvas, deitar-se para o lado direito sem se magoar no gancho idiota que tem lá colado não vá alguém achar que é um menino. E isto é bom senso, mas como parece andar por aí muito em falta, se calhar não era mal pensado começar a introduzir este tema nos cursos que ensinam a amamentar, dar banho e cuidar do cordão.

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12 thoughts on “crianças de vitrine

  1. Filipa diz:

    E olha que no curso que fiz falaram da roupa mais apropriada para os bebés, pelo menos nos primeiros meses. Relativamente à roupa apenas te digo, e se me permites, nao exageres na quantidade. Eu nao comprei muita coisa e, mesmo assim, consegui a proeza de nao a usar toda ou usar alguma apenas uma vez.

    • Mariana diz:

      Permito-te tudo 😉
      Tenho comprado algumas coisas, mas já vou numa faixa alargada, daqui até aos 9 meses, por isso não há crise. Para os primeiros meses fiquei-me pelos básicos, todos de algodão e poucos, que já sei que eles crescem tipo erva daninha 😉

      • Filipa diz:

        E deixa algumas compras mais para o final. Eu, por exemplo, nao comprei tamanhos zero até confirmar as estimativas de peso. E ainda bem que nao o fiz porque na ecografia do ultimo trimestre vimos que vinha aí um pequeno Buda.

      • Mariana diz:

        Estás a precisar de comprimidos para a memória… 😉
        Já me tinhas dito isso. E o meu parece que é cabeçudo, também é capaz de vir grandote. Não tenho nada tamanho zero.

  2. Ana Sofia diz:

    Um bom site para desgraçar a carteira:
    http://www.zulily.co.uk/

    Todos os dias tem novidades, muita variedade e estilos diferentes. E muitas marcas com peças em algodão para recém nascidos e não só.
    E nada de golas pierrot! 🙂

    • Mariana diz:

      Não dá para mim. Não consigo comprar roupa online, nem para mim quanto mais para o puto. Tenho de tocar, apalpar, ver como é de um lado e doutro…

  3. Wallis diz:

    Mariana, e quem não tem filhos também pode participar nestes assuntos da maternidade (é sempre bom julgar pelo seguro)?;)
    Vou adiantando: estou completamente de acordo contigo. Eu só usei roupa prática (aliás eu odiava vestidinhos, especialmente tipo cerimónia) e também não tive grande alternativa: para além de herdar roupa do meu irmão e da minha irmã (também havia a questão financeira), usava a roupa que a minha mãe fazia (aproveitando outras) e, vê lá tu, fui feliz e andava bem vestida.
    Acho que é uma coisa decorativa, mesmo (não sei se foi aqui que eu disse: eu conheci uma pessoa que comprou umas botas dolce&Gabbana para a sua bebé, aquilo deixou de servir pouco depois). Algumas coisas serão bonitas, mas valerá mesmo a pena? Cá estaremos para ver, não é.;)

  4. Filipa diz:

    (Em resposta ao teu comentário lá de cima)

    Estou mesmo a ficar “choné”.. E olha que a criança até nos dá boas noites de sono. E até tenho um marido que ajuda depois de 12 horas de trabalho… 😉 imagina se tal não acontecesse!

  5. Izzie diz:

    Duas palavras, que resume os meus traumas de infância: calças de fazenda. Ainda hoje as sinto a picar.
    (mas naquela altura havia muito pouca coisa, verdade seja dita. aliás, eu tinha muito pouca roupinha, até ali para a faculdade.)

    • Wallis diz:

      Izzie, como eu te compreendo…Ainda hoje gozam comigo por causa disso e imitam a dança de macaquinha que eu fazia enquanto gritava “isto pica!” “isto pica!” 😀
      Era isso e collants, por baixo das calças, que cegueira. Até hoje.

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