a maçonaria do green

O meu pai agora dedica-se ao golfe. Diz que é a evolução natural dos tenistas, quando os cotovelos e os joelhos já não torcem mais para um lado e precisam de destorcer para o outro. Ou então é daquela fase da vida em que já há tempo e dinheiro para coisas mais snobs, sei lá. Ele chegou mais tarde que os amigos da mesma idade e, como irmão mais novo, acabou a herdar muito material e a ter de investir pouco, ou lá se ia a herança (eu é como o Calvin, queria ser milionária mas era só de herdar). Anda feliz e contente, a falar de eagles e birdies e handicaps e a comprar calções aos quadrados e luvas sem par.

Nós vamos sabendo por arrasto do que é este mundo do golfe e soubéssemos mais cedo se calhar tinhamo-lo posto era na patinagem. Sabem lá vocês as manigâncias que por lá se passeiam entre um buraco e outro. Devem fazer-se mais negócios enquanto o maçarico tira a bola da areia do que à mesa do Convívio ou do Shis. Já lhe disse que quando me chegar a casa com um avental especial e um aperto de mão secreto se acaba a festa, não vá ele ficar com ideias.

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One thought on “a maçonaria do green

  1. Izzie diz:

    Diz-se no meio da advocacia que às sextas o green é o escritório…

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