fazes-me falta

É o meu primeiro (quase) dia da mãe e o meu segundo sem ti. No primeiro ainda estava anestesiada, adormecida pela imensidão esmagadora que era qualquer dia sem ti e este era apenas mais um. Mas este ano, em que queria ficar feliz por ser o meu (quase) primeiro,  dou por mim a sentir-me mais filha sem mãe que mãe (quase) com filho. E não consigo. Queria partilhar este dia contigo, contar-te como o Gil me cresce cá dentro, literal e figuradamente. Como começo a pensar em como será tê-lo cá fora, em como será, mesmo, ser mãe. Os bebés não vêm com livro de instruções mas as mães vêm com mãe, um leva-me pela mão por um caminho já percorrido. E hoje não consigo deixar de sentir que estou prestes a entrar numa floresta densa, sem guia, mapa ou estrelas para me guiar.

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8 thoughts on “fazes-me falta

  1. Wallis diz:

    Um beijinho, Mariana. Coragem e boa sorte para esta nova viagem, que tudo corra pelo melhor. Sinceramente.

  2. Filipa diz:

    😦 beijinho grande, Mariana!

  3. Maria Bê diz:

    Querida Mariana,
    Perdoa-me o lugar comum em resposta a este teu desabafo tão saudoso… Tens estrelas que te guiarão e outras mães que te ensinarão que a maternidade se descobre a cada momento. Eu, por exemplo, estou cheia de vontade de te dizer como se faz isto e aquilo -segurem-me!, que eu ainda por cima tenho a mania que tenho sempre razão!!!!!!!
    Sorriso maternal (só hoje)!

  4. anageorge diz:

    😦 Em momentos de dúvida, pensarás “como pensaria a minha mãe neste momento?” e vais ver que chegas lá. Beijinho grande

  5. Vespinha diz:

    A tua mãe está aí, contigo. Prova disso é este mesmo tópico. Acredita nisso.

  6. Sara diz:

    Olá. Como mãe que foi mãe (já) sem mãe digo-te que não é pêra doce. Que por muito que te ajudem nunca será a mesma coisa. Não procures que seja, a desilusão é avassaladora. Mas um dia, quando o Gil for mais crescido, vais vê-lo a fazer algo exactamente como a tua mãe fazia e vais saber que afinal – de uma nova forma – ela continua por cá. Tudo de bom e siga para bingo que tristezas não pagam dívidas.

    (Ontem depois de jantar a minha filha de dois anos começou a molhar o pão no molho da salada como fazia a minha mãe. A minha tia materna quase chorou à mesa.)

  7. Margarida diz:

    Um beijinho

  8. Ana Sofia diz:

    Fiquei com um nó na garganta. 😦
    Por isso é que eu acho que devemos aproveitar os momentos que podemos para estarmos juntos. Nunca sabemos o dia de amanhã.
    Vai correr tudo bem…

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