quando for grande quero ter tomates como a pólo norte

Se já tivesse, mandava a seguinte mensagem:

“Querido familiar, querido amigo,

Se estás a receber este e-mail, lamentamos informar mas não foste um dos contemplados com uma visita à maternidade no final do próximo mês. Como decerto compreenderás, será uma altura muito intensa para nós, pelo que gostaríamos de a viver com a maior tranquilidade que nos for possível. Assim, agradecemos os telefonemas e mensagens, mas gostaríamos que não nos fosses visitar ao hospital. Teremos todo o gosto em te receber em nossa casa, daqui a 2 ou 3 semanas, quando já estivermos os três devidamente instalados e ambientados. Não temos qualquer problema em partilhar o brinquedo novo, deixa-nos só aprender a mexer nele primeiro.

Para aqueles de vós mais propensos a ignorar estes pedidos sensatos, avisamos que já contratámos um porteiro de discoteca para a porta da maternidade. Esperamos não ter de o usar.”

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8 thoughts on “quando for grande quero ter tomates como a pólo norte

  1. Izzie diz:

    Epah, manda. O momento é vosso, já têm muito com que se entreter, quanto mais ainda fazer sala a quem aparece. Família próxima e, e.
    (confesso que tenho muito pudor em “aparecer” em situações dessas, acho sempre que vou estar a mais. tirando os meus sobrinhos, nunca visitei ninguém na maternidade; e mesmo no caso dos sobrinhos foi chegar, dar beijoca e bazar)

    • Mariana diz:

      Eu não percebo o que vai na cabeça das pessoas. Uma maternidade não é uma feira e esta é uma situação tão nova que não dar tempo aos pais e ao bebé de se ambientarem e se habituarem uns aos outros é quase cruel. Eu sei que as pessoas não fazem por mal, mas dois dedos de testa ajudavam muita gente.

  2. Ana diz:

    Acho que só alterava a parte de 2 ou 3 semanas para…vá, um mês. Acho que vou colocar isto no mural 🙂 É da autoria da Pólo Norte?

  3. Filipa diz:

    Nós pedimos às pessoas para não nos visitarem no hospital e a nossa vontade foi respeitada. Só tivemos a visita de família directa: pais, irmãos e avós. E olha que mesmo assim, houve um dia em que tive de contar até 20 para não expulsar toda a gente do quarto. O novo membro da família tolda o raciocínio das pessoas e assistes às coisas mais inacreditáveis: desde ficarem no quarto quando ia amamentar até ao tentarem acordar a criança só porque “está sempre a dormir e queremos vê-lo de olhos abertos”. Mas o meu marido foi impecável e não facilitou, nem com a família dele. É preciso ter muita paciência, coisa que pode falhar dadas as circunstâncias.

    Sejam firmes com a vossa vontade. e boa sorte! 🙂

    • Mariana diz:

      Essa é outra que nunca percebi. As minhas mamas continuam a ser as minhas mamas, não é porque servem o propósito mais nobre de amamentar alguém, agora, que passam a domínio público. Não há pachorra e se tiver de rosnar, rosnarei.
      Se a paciência falhar, azar de quem levar comigo, que eu tenho boas justificações 😉

  4. Manda!

    Ficam chateados mas depois tens sempre a desculpa das hormonas! Manda,pá!

    Olha fretes a esta altura, queres lá ver?

  5. Dizia a minha mãe “Não consegues engolir esse sapo?”

    Respondia: “Não, já não tenho mais espaço livre na barriga para engolir o que quer que seja…”

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