a pílula da sabedoria

Gosto muito desta lista da Pipoca e da respectiva continuação (que querem, a Pipoca grávida é quase minha irmã gémea, já o tinha dito num post há uns meses atrás, de forma encapotada e envergonhada mas olhem, quem tem vergonhas passa mal e para isso já me chega a barriga). Identifico-me com quase todos os itens como boas regras de conduta para quando tiver filhos não me tornar numa daquelas mães.

Mas a regra número 1, aquela que vou fazer os possíveis por seguir a todo o custo, é não dizer a não-mães “ah, tu sabes lá, quando tiveres filhos vais ver”. É a coisa mais injusta e idiota de se dizer. E errada, porque ter filhos não é um livre trânsito para fazermos ou deixarmos de fazer coisas que não nos apetece mas são importantes para outros (supostamente) importantes para nós. Não é um livre conduto para deixarmos de ser pessoas em sociedade, com papéis e direitos e deveres sociais. Não é carta branca para esquecermos o que é estar no lugar do outro, para deixarmos de ser mulheres e pessoas, para perdermos o amor próprio e a empatia. Não é a pílula da sabedoria e todas as outras mulheres, coitadas, não percebem nada disto.

Portanto, a horas ou dias (olhem, se souberem esta engulo já tudo o que disse acima!) de parir, esta é também a mãe que eu quero ser.

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7 thoughts on “a pílula da sabedoria

  1. Filipa diz:

    Mentalmente, elaborei listas muito similares a essas mas confesso que há algumas coisas que defini à partida e que ainda não consegui implementar. Quero muito regressar às aulas de ballet (mas desde que comecei a trabalhar mal me sobra tempo para estar com os meus dois homens). E quero muito aumentar a frequência dos jantares/saídas a dois. Tirando isso, está tudo no bom caminho. Havendo vontade, tudo se consegue.

  2. Ana diz:

    Sim, sim e sim!

  3. caco diz:

    100% de acordo! Eu levo esses mandamentos tão à letra que, por exemplo, no meu trabalho, nunca abro a boca para falar do meu filho, a não ser que me perguntem, e, mesmo assim, resumo o que tenho a dizer em duas ou três palavras. Acho sempre que as pessoas perguntam apenas porque fica bem quando, na verdade, não estão minimamente interessadas em saber se ele já dorme a noite toda ou quantos dentes já tem.

  4. Filipa diz:

    Oh pá, quando for envia um email para as miúdas, sim? Quer dizer, pede ao pai da criança, caso não tenhas um telemóvel esperto ou não te apeteça. Please.
    No entretanto, desejo que corra tudo bem e que seja rápido e tal!
    Abracinho!

  5. Queen of Hearts diz:

    Bom, espero que faltem horas, em vez de dias 🙂 Sei que este esticão final custa, principalmente quando o corpo não está a colaborar em perfeita sintonia com o querer.

    Quanto ao resto… também eu me identifico com tudo nessa lista, e posso em sã consciência dizer que não pequei grandemente na minha maternidade.
    Mas também posso e devo ser honesta ao ponto de dizer que a mãe que eu queria ser antes não é totalmente a mãe que eu hoje sou. Basto-me com o saber que sou uma boa mãe – e com o equilíbrio entre o que eram (e são) os meus princípios e ideais, e o que a galinhice própria da condição de mãe acrescentou à minha forma de ser. Equilíbrio é a chave em tudo eheheh 🙂

    Again, que corra tudo bem! Venha o Gil para o lado de cá da barricada 🙂

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