lullabye baby o tanas

A criança não gosta de dormir. Está no seu direito, pronto, eu também não gosto de passar a ferro e de fazer exercício. Mas a verdade é que um bebé de 2 meses TEM de dormir. De dia vai dormitando, uns dias mais outros menos. De noite, apesar de acordar com frequência, felizmente dorme.
Há umas semanas achámos que estava a habituar-se a adormecer ao colo e tratámos de tentar mudar isso. Instituímos uma rotina de deitar, com troca de fralda e vestir pijama já no quarto, a baixa luz, uma massagem com creme relaxante, mama quase às escuras e deixar o bebé adormecer sozinho. Claro que somos incapazes de o deixar a berrar até se cansar (somos completamente contra o método Ferber – eles não aprendem a acalmar-se com esse método, aprendem o abandono, desistem porque ninguém vem) e por isso vamos aumentando o tempo que demoramos a responder ao choro: 2 minutos da primeira vez, 4 da segunda e por aí fora. Estava a resultar bem e ao fim de lá irmos 3 ou 4 vezes ele adormecia.
Há 4 dias acabou-se a paz. A criança parece ter percebido que espera lá, mudar a fralda aqui, massagem, leite às escuras… Isto é para dormir! E já não há quem o cale. Não come, berra como se o estivessem a matar, fica a soluçar durante meia hora e só se cala e adormece, finalmente, ao colo. E agora? Não sei. Mudamos a rotina e temos mais uns dias de sossego até ele perceber a nova? Ou damos-lhe mais umas semanas antes de tentarmos outra vez? Raio de miúdo esperto…

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13 thoughts on “lullabye baby o tanas

  1. Mónica diz:

    Se ele acalma ao colo, é simples, adormeça-o ao colo, um belo dia já não vai precisar de disso para adormecer. E quem vai sentir falta é a mãe. Um bebé de 2 meses precisa muito desse colinho, ainda mal sabe que saiu da barriga da mãe… Para quê negar-lhe isso? Felicidades para os 3.

  2. DNC diz:

    Nem sei bem que te diga… os bebés não são todos iguais e o que resulta para uns não resulta para outros, vão ter que ser vocês a descobrir o que resulta para o vosso bebé. Mas não acho que seja boa ideia voltar a mudar a rotina, pois as rotinas são muito importantes desde cedo.
    E, como diz a Mónica aí em cima, não te preocupes muito se ele só adormece ao colo. É preferível que adormeça descansado, do que stressado depois de uma crise de choro.
    Boa sorte 🙂
    Beijocas

  3. Ana diz:

    Há um livro “guia compelto do sono para bebés” da Gina Ford que me ajudou a compreender melhor o sono deles. Não utilizo os tais métodos do choro, nem sequer poucos minutos porque comigo não funciona, não consigo deixá-lo a chorar, apesar de compreender quem por exaustão e após ter tentado tudo, acabe por seguir essa alternativa. A parte que retirei e fez toda a diferença foi a explicação que ela faz entre alimentação e sono. Ela acredita que grande parte dos problemas de sono começam por ser problemas na rotina da alimentação e que a mesma vai estabelecer um padrão de sono que se costuma prolongar até aos 3 anos quando não é resolvido até aos 3 meses. Põe em causa algo que eu tinha como certo, o leite a pedido, e passou a fazer-me todo o sentido. Ele fica plenamente satisfeito durante o dia e à noite deixa de ter necessidade de se alimentar. A quantidade total de leite é a mesma, mas dada de outra forma, o que não leva a sobrealimentação. E a verdade é que ele bebe, sem ser obrigado a isso. Aplica-se tanto à mama como ao biberão. Ele não dormia mais de 3, máximo 4 horas e desde que comecei a alterar os horarios de alimentação e de sestas (adaptados à nossa rotina), começou a dormir entre 6 a 7 horas. Isto pouco depois de fazer 2 meses. Para mim não foi coincidência.
    Não temos uma rotina fixa, ele em dias diferentes mostra necessidades diferentes e satisfazendo-as costuma resultar. Esta autora critica isto e é muito rigida com o que chama de associações erradas do sono (chuchas, embalos, etc), mas não concordo muito com esta parte, pelo menos no que toca à minha experiência com ele. Se ele adormece embalado, não passa a precisar sempre de ser embalado. pelo contrário, dando-lhe o que ele precisa, se for preciso no dia seguinte adormece sozinho quando colocado no berço ainda acordado. Tentamos deixar que ele tenha sono, em vez de criar aquele clima de preparação óbvia para o fazer dormir porque acho que se ele se sentir obrigado vai lutar contra o sono. Percebi que quando eu não estava ali a querer que ele adormcesse ele acabava por fazê-lo entretanto, enquanto que se insistisse ficava acordado imenso tempo. Mas para que não seja uma desorganização quanto às nossas próprias necessidades de sono, andei durante uns dias a gerir as sestas dele, de forma a ficar umas boas horas acordado antes da hora de ir dormir e portanto a tornar a necessidade dele mais previsivel 🙂
    Acho ainda que para quem utiliza a técnica de choro, fazê-lo de forma a prolongar o tempo em que se dá uma resposta pode reforçar ainda mais porque constitui um reforço intermitente.
    A ver se arranjo um tempinho para falar disto no meu recente blog. Li todo o tipo de teorias e a conjugação de todas foi o que serviu para mim. Não houve nenhuma com a qual me identificasse totalmente e não deixou de ser por isso que encontrei a nossa solução. Se daqui a uns dias deixar de resultar, tentarei perceber o que fazer. Não funcionará com todos os bebés certamente, mas acredito que funcionaria com muitos mais se soubessemos algumas coisas atempadamente.

  4. Ana diz:

    Olá,
    Aqui a menina ainda tem o nenuco no aconchego da sua barriga. Estou quase com 32 semanas e claro que já aqui ando a imaginar como será a minha vidinha, principalmente à noite.
    Quero dizer que não vou seguir método nenhum que me obrigue a ser intransigente com o meu bebé, nem que me afaste dele, porque só devo ter este filho, o tempo passa a voar e quero é gozar o meu nenuco o máximo de tempo possível. Se ficar cansada (que vou ficar) terei tempo para recuperar quando ele já não me ligar nenhum…
    Assim, se chora vai ter mãe ou pai, se quer colo vai ter colo, se quer mama vai ter mama, e assim por aí adiante. Os bebés pequenos não estão prontos para serem disciplinados. Passam por várias fases e na verdade são pequenos ditadores carentes. Assim que ele comece a perceber a dinâmica da vida e da nossa família, terei todo o gosto em o educar e disciplinar, mas em bebés de meses não me parece que o vá fazer. Tentarei criar rotinas mas naturalmente, e de maneira a não ficar nem eu nem ele escrava delas e depois… tudo depende o feitiozinho do nenuco, porque a mãe foi o bebé e criança mais dócil e calminha da história da família e o pai o pior…
    A única certeza que tenho é que quero dar o máximo de colo ao meu bebé quer ele se habitue ou não, quero mimá lo e beijá lo e tudo mais enquanto ele quiser e ele pode não se lembrar mas eu vou me lembrar de quando ele era pequenino e eu era o centro do universo dele e ele o meu (e o mesmo se aplica ao pai, que nisso é um pouco como eu, viver cada dia e ir levando as coisas).
    Eu sei que não tem nada a ver, mas tenho dois gatos, e toda a gente dava palpites e nós educamos os dois ao ritmo deles e eles foram e são gatos felizes, fazem asneiras, mas no geral são felizes e mimados.
    Por isso, estou com a Mónica, dá colo se é isso que o faz adormecer feliz e vais ver que um dia já não haverá necessidade disso.
    Beijos grandes e no meio da falta de sono, tenta ser feliz e gozar o bebé.

  5. Anónimo diz:

    Olá, esta é a primeira vez que comento, apesar de seguir o blog com alguma frequência. Quanto à questão dos sonos, não tenho nenhuma receita/truque/dica/mezinha milagrosa. O meu primeiro filho foi tal e qual assim. Foi tão bom, ou tão mau, que tenho pouca lembranças do primeiro mês. Ele chorava sempre muito, de noite e de dia. Tanto, que por vezes chorava ele e chorava eu, por não saber que mais fazer. Ainda hoje, com oito anos, não é uma criança com o sono fácil, é raro o dia em que não há resistência na hora de deitar. Claro que agora é maior, tem uma outra compreensão, mas ainda assim em termos de sono (e comida, já agora!) nunca foi fácil. Antes de sermos pais, lemos tudo e teorizamos imenso e achámos que estávamos preparados – e depois ele nasceu. Sem chip, sem manual de instruções e muito chorão!!. Resultado, tornámo-nos adeptos do cosleeping, porque assim ele dormia, quando finalmente ele adormecia durante o dia, eu também dormia ( às vezes meia hora, outras vezes menos). Entretanto foi crescendo, e a forma de o adormecer passou por deitarmo-nos com ele, contar uma história (da nossa cabeça, dos livros não funcionava), esperar que ele adormecesse e depois podíamos sair e ir à nossa vida :):).
    Não foi fácil, fizemos muita coisa que achávamos que não faríamos, mas tornou-se importante para todos conseguirmos dormir. Ele chegou a dormir noites seguidas no carrinho de passeio – porque como disse, era importante conseguirmos dormir!
    Ela, que tem três anos, foi uma bebé super dócil, calma e tranquila – era deitar e ela adormecia. Até que por volta dos nove meses, descobriu as maravilhas de adormecer ao colo. E aí estive uns bons meses a adormece-la ao colo – mas tinha de ser eu, o pai não dava! Entretanto passou, agora adormece na cama dela, e a meio da noite muda-se para nossa :):)… que fazer? Nada!, queremos dormir e por enquanto é assim que o conseguimos fazer, entre trocas de camas e de companheiros de sono, eheheheheheheh
    Cada criança traz uma experiência, e cabe-nos enquanto pais tentar ver qual a melhor forma de conseguirmos o tranquilidade deles e nossa, consequentemente.
    Muita sorte e paciência nesta demanda, e se ao colo adormece, olhe que seja ao colo!…. Ah… a minha filha, dormia muito bem com barulho. Já experimentou? por a tv/radio/boneco musical a tocar baixinho ao pé dele?E uma luz muito ténue que fique sempre ligada?

  6. Filipa diz:

    Até aos 5 meses (altura em que comecei a trabalhar) adormeci o Francisco ao colo e nunca stressei muito com isso, sinceramente. Quando ele começou a ficar claramente desconfortável com o colo – talvez por ser grande, não sei – ensinei-o a adormecer na cama dele, mas sem implementar as técnicas de choro com as quais não concordo muito. Deitava-o e ficava debruçada na cama a fazer-lhe festinhas, a sussurrar palavras carinhosas ou a cantar. Actualmente, quando o deito ele quer imediatamente gatinhar na cama ou levantar-se agarrado às grades, por isso voltei a alterar a estratégia. Sento-me na cadeira do quarto com ele ao colo e tento acalmá-lo, contanto uma história ou cantando um pouco. Só quando ele está meio adormecido é que o coloco na cama. Tem funcionado mais ou menos bem.

  7. Cristina diz:

    Tenho uma amiga que diz “boring babies turn into boring adults”. O puto é esperto. Cá em casa as coisas melhoraram quando passámos a dormir juntos, mama para adormecê-lo sempre que necessário e deixar de preocupar-me com “vícios”, “métodos”, etc. Tentámos implementar uma rotina, mas depois eles querem é gatinhar, andar, etc, chegam os dentes, e está tudo estragado. Vencida pelo cansaço e go with the flow. This too shall pass.

    (os livros da Elizabeth Pantley e da Rosa Jové ajudaram-me em vários sentidos)

  8. innocent bystander diz:

    estou com a mónica: se adormece ao colo, é adormece-lo ao colo. Não ligo a isso das manhas. A minha sempre adormeceu ao colo e agora adormece sozinha. Eles próprios vão mudando e ganhando capacidades. boa sorte:-)

  9. Anna Blue diz:

    Sabendo que cada puto é igual a si mesmo, apenas te posso contar a experiência do meu. Se eu na fase pre-mamã dizia que não iria habituá-lo a adormecer ao colo, depois de ele nascer a história foi exactamente ao contrário. Adormeceu ao colo até cerca dos 10 meses, altura em que já tinha muita dificuldade em conseguir fazê-lo devido ao peso. Ensina-lo a adormecer sozinho não foi pacifico, mas foi relativamente rápido. No nosso caso começamos por lhe fazer sentir a nossa presença no quarto até que ele adormecesse e gradualmente fomos reduzindo o tempo em que ficávamos com ele. Ao principio protestava e chorava, mas a pouco e pouco foi-se habituando e começou a aceitar com normalidade o ficar sozinho para dormir. Com 1 ano já adormecia (e adormece) calmamente na sua cama, depois de todos os rituais a que está habituado (lavar os dentes, contar a historinha, um pouco de mimo antes de fencostar a porta). E se tenho penado com a alimentação, confesso que me sinto abençoada pelo facto de, desde os 12 meses, não saber o que é uma noite mal dormida (com excepção das alturas em que esteve doente).Se há coisas das quais tenho muitas saudades é precisamente de ver a sua expressão a dormir no meu colo…

  10. Izzie diz:

    Eu cá num percebo nada de childras, mas acho que deveis agir como vos parecer melhor, em função dos resultados. Já agora, já experimentaste um sling? O bebé fica ao colo, aconchegado, e tu tens mais autonomia.

  11. Anónimo diz:

    Cada criança é uma criança. E um pai só aprende a ser pai a partir do momento que o é. O primeiro filho é sempre uma “cobaia” de experiências para os pais. Os que se lhe seguem têm sempre a vida mais facilitada. Também eu me vi aflita com o meu primeiro filho. Tudo era uma grande incógnita para mim. Terá frio, terá calor? Será fome ou terá comido demais? Porque só adormeçe deitado sobre o meu peito e com o pai pode ser só a agarrar um dedo?
    Daquilo que lhe posso dizer da minha experiência de mãe de 3 miudos, e daquilo que vou ouvindo de outras mães, é o seguinte: o nosso stress é sentido pelas crianças. A nossa insegurança é sentida por eles.
    Relaxe, mime muito o seu filho, adormeça-o ao colo, com muito mimo, beijinhos, voz doce, calma, em paz e sossego. Enquanto aguentar o peso, use o sling para ir fazendo as suas actividades. Veja o que fazem as mães africanas, as crianças andam literalmente agarradas a elas e mamam sempre que lhes apetece. Até no mundo animal isso se verifica, é só estar com atenção às cadelas e às gatas, por exemplo. Durante uma temporada mal saiem da beira dos filhotes, é mama, mama, mama e lambidelas. Faça o mesmo com o seu 🙂

  12. Margarida diz:

    Hidrato de cloral? 🙂

  13. Joana diz:

    Por isso é que o Dr Carlos Gonzalez chama à rotina do sono prolongar o sofrimento da criança. A verdade é que nunca experimentei, sou demasiado desorganizada para isso. A primeira adormecia a mamar e depois ia para a cama. Quando deixou de mamar foi uma tragédia para adormecer. O segundo, por enquanto, adormece sozinho (e vou já bater na madeira).

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