Monthly Archives: Fevereiro 2014

(hoje não estou para títulos)

Tinha um post em rascunho que era igual ao que a São João fez sobre os Sinatra-likes. Uma gaja já tem falta de material sem fraldas e ainda há quem venha ao gamanço telepático. Se a conseguisse linkar aqui no telefone insultava-a.

Uma das coisas que mais me custou aprender, custo em tempo e coração, foi que nem todas as brigas se compram. Nem todas as discussões valem a pena, por mais que nos manchem a honra, por mais que nos insultem, por maior que seja o mal entendido. Eu ia sempre a todas, sempre a jogo, pronta a esclarecer e debater e defender a minha dama, caramba, se havia injustiça eu não ia ficar calada.
Demorei mais de 30 anos a aprender, mas parece que cheguei lá. Às vezes ainda me custa uns dias de mau sono, a remoer as pedras cá dentro. Mas não dou troco. Continua a haver injustiça, continuo com o impulso de ir e explicar e dizer que não, não era nada assim, então bem explicado não se percebe logo. Parece que não, que não se percebe. Há muita gente que não quer ou não consegue ouvir, depois de cristalizar na sua opinião pequenina. Sentam-se confortavelmente na sua e não há quem os mexa dali. Deixei-me de esforços inúteis.

quase

esta noite sonhei contigo e era mentira que já cá não estavas, quase que te vi virar a esquina como me acontece tantas vezes acordada, quase a tua figura pequenina e despachada nas pessoas que passam ao longe e que quando se aproximam afinal não és tu. era mentira e tu ainda cá estavas, as tuas mãos que não esqueço, o teu riso que partiu muito antes de ti. as saudades iam desaparecer, vinhas aí e o abraço daquele domingo não era, afinal, a ultima vez que te via.

dois anos hoje. era o principio do fim e nós sem saber. ou sabendo e sem querer acreditar. tenho tantas saudades tuas.

treinadores de bancada

Gosto muito das pessoas que, quando sabem que o nosso filho não dorme, perguntam se não será fome/frio/calor/gases/o-raio-que-o-parta, como se nós fossemos mentecaptos e, nestes 6 meses, não tivéssemos já tentado tudo e mais alguma coisa. Excepto valium e xanax. Não por falta de vontade ou lembrança, mas entretanto já ganhámos algum amor ao puto e dispensávamos que viessem cá buscá-lo.

deve ser isto o marketing

Quando fui a Cabo Verde há quatrocentos anos, havia uma atracção chamada Buracona. Hoje chama-se Olho Azul.

há aqui uma metáfora qualquer sobre as pessoas em geral

Um cubo colorido, cheio de coisas para fazer: um coelho que chia, uma cenoura guizo, um espelho, um sol, uma roda, nuvens crepitantes. E ele passa tempos infinitos a brincar com a etiqueta.

luke, I am my father

Este fim-de-semana tivemos um almoço que há 4 anos teria sido um jantar por não existir nenhum dos 9 putos que lá estavam. Foi um espectáculo algo deprimente. Para além de trocarmos histórias de trincheiras desta guerra que é ter filhos parecíamos uns mentecaptos a cantar genéricos dos desenhos do canal Disney Junior, num misto de entretenimento da prole e cantares ao desafio.
Pensar que ainda ontem íamos a festivais. Que não o do Panda.

nativa analógica

Não consigo comentar blogs no telefone inteligente, acho que não sou esperta que chegue para isso. Queria tanto dizer à Luna que como granola com iogurte, mas que a minha feita em casa é tão boa que sabe a umas bolachas que costumo fazer, sem a farinha nem a manteiga e portanto muito menos calorias e isto depois de parir é sempre bom poupar nas ditas. É dizer à São João que os meus convites de casamento eram lindos, sem uma flor nem pinta de cor de rosa, um dia mostro-lhos. É perguntar se o valterzinho é jeitoso, queres ver que a moça está a precisar de mudar de lentes?
E pronto, era isso, muito obrigada.