it takes an octopus

Adormecer o meu filho é uma guerra. De paciência, teimosia, força braçal e costal e destreza manual. Ele é especialista em lutar contra o sono e eu não tenho consigo segurar em tudo o que ele mexe na tentativa de se manter acordado: bate as pernas, coça o olho com uma mão, arranha a almofada com a outra. No meio de tudo isto estou eu, com ele em braços, claramente sem braços que cheguem para conter tanta determinação em permanecer acordado.
Vou sentir saudades de muitas coisas do meu filho bebé. Adormecê-lo não será uma delas.

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5 thoughts on “it takes an octopus

  1. a.i. diz:

    🙂 ri-me com a referência ao it takes a village da hillary

  2. Parece que vai ficando mais dificil. Com o meu era relativamente fácil e agora a descrição é mesmo essa. Pelo menos quando adormece, adormece mesmo, mas até lá… ás vezes fico a transpirar.

    • Ah e às vezes duvido se é determinação em permanecer acordado ou se é frustração de não adormecer facilmente. Normalmente parece-me mais um pedido de ajuda e uma irritabilidade de não conseguir passar para o sono quando se percebe que está mesmo a precisar. Eu própria às vezes estou estoirada e sofro de insónias e como consequência fico agitada. E não é porque quero ficar acordada, é porque não estou a conseguir dormir e o corpo grita pelo sono.

  3. Mónica diz:

    O meu também era assim, pô-lo a dormir era muito desgastante, só faltava fazer o pino. Por volta dos 6, 7 meses comecei a deitá-lo de barriga para baixo na cama, vira a cabecinha e com festinhas e miminhos passado um bocado já dorme. Parece milagre. Até há pouco tempo depois de um bocado virava-o, uma vez que não é uma posição aconselhada, mas agora com 10 meses já não o faço. Não custa tentar.

  4. Anna Blue diz:

    Eu podia vir aqui e dizer mais uns bitaites acerca disso, mas ao ler a tua descrição dei por mim a suspirar. É que essa luta (do sono) eu tive em doses moderadas, mas agora em plena fase das birras, digo-te que as semelhanças são imensas. A única diferença é que simplesmente eu já não tenho braços para conter tanta energia que explode em todas as direções, todos os dias. Eles passam por muitas fases. Eu agora suspiro pelo tempo em que ainda conseguia ter braços para controlar a determinação dele. Sim, sim, isto (isso) há-de passar, eles não ficam assim para sempre, mas só quem está no convento é que sabe o que lá vai dentro.
    Um abraço solidário.

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