tenho um livro de medicina que nem só de medicina sabe

The reasonable man adapts himself to the world; the unreasonable one persists in trying to adapt the world to himself. Therefore, all progress depends on the unreasonable man.

George Bernard Shaw, 1903

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5 thoughts on “tenho um livro de medicina que nem só de medicina sabe

  1. Então precisamos de loucos não é? 🙂

  2. Tenho sentido uma enorme dificuldade em tornar-me razoável…

    • Mariana diz:

      Eu vinha dizer que tenho dado por mim razoável sem querer, mas fiquei a pensar nisso um bocadinho e acho que afinal não é verdade. Dou por mim a querer coisas para o meu filho e a conduzir a forma como o crio e acho que não encaixo no socialmente definido. Acho que vou sabendo é escolher melhor onde não ser razoável, que o tempo e a força já não chegam para lutar contra tudo e todos, à bela maneira da adolescência.

      • Tenho sentido precisamente o mesmo. Mas no meu caso, para além de não me encaixar no socialmente definido ou “maioritário”, quando procuro alternativas, encontro pessoas com ideias muito fechadas e rígidas. Parece que só posso escolher entre “a maioria do povo” ou “as seitas”. É como o jovem que não gosta dos populares mas também não encontra resposta em ser gótico, nerd, punk, beto ou o que quer que seja. Não sei se me faço entender… A verdade é que antes de ser mãe, nunca senti esta falta de encaixe, pelo menos não desta forma. Costumava brincar que fazer parte em várias coisas das maiorias, era um descanso e não sentia também necessidade de “ser diferente” só porque sim. Mas agora, com um ser dependente de mim, tudo se virou ao contrário e dou por mim a querer o melhor para ele, sendo que o que considero ser o melhor para ele não é o mesmo que vejo outros quererem para os filhos. Ainda assim, também vou tentando escolher as batalhas mesmo porque nisto da educação acho que a coisa se pode virar ao contrário. Não quero que o meu filho sofra com as minhas crenças, nem quero fazer com que elas se sobreponham a ele. Porque na tentativa de fazer o que achamos “melhor”, acho que podemos estar é a estragar tudo. Talvez os estragos desta sociedade sejam menores do que os estragos de uma mãe que não se conforma com esta? Não sei. Esta perspectiva do mal menor entristece-me mas espero ter o bom senso suficiente para equilibrar este dilema, conforme formos avançando. O que é certo é que, para já, a resignação não se tem feito sentir. Ainda não consegui chegar a esse ponto e não sei se alguma vez quererei. E já percebi que vai ser no tema “escola”, que vai estar o meu calcanhar de Aquiles, é o que mais me revolve as entranhas. Para já ainda quero lutar, depois logo se vê.
        (Há tempos fiz um desabafo sobre esta questão http://mae-sabichona.blogspot.pt/2014/09/possivelmente-uma-das-minhas-maiores.html)

  3. The unreasonable man também faz muitas asneiras enquanto tenta adaptar o mundo a si. Talvez o ideal seja que em nós tenhamos a capacidade de ser um pouco dos dois, dependendo das situações.

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