desilusão de óptica 

Às vezes, de fugida, pelo canto do olho, ainda vejo a minha mãe em alguém que passa. É só um instante, um disparo fugaz que me chega ao córtex, mais emoção que percepção. Aprendi a não me assustar, a não deixar acelerar o coração, a não me virar. Como quem contorna um castelo de areia já não muito molhada sem o deitar abaixo, deixando que o mar o leve.

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One thought on “desilusão de óptica 

  1. Anita diz:

    Aconteceu-me há dias, com uma senhora no metro… sei que senhora reparou que fiquei a olhar para ela fixamente, não deu para disfarçar… mas como estava eu estava a sorrir, a pensar que a minha mãe seria assim agora, se ainda respirasse este ar, acho que a senhora não se assustou. Deve ter pensado que eu era só mais uma doida no metro ☺
    Beijinho*

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