Category Archives: dias de telha

moratória

Ainda não fiz o juramento de Hipocrates, por isso ainda posso matar dois ou três frequentadores assíduos da biblioteca que gostam de falar ao telemóvel/conversar/ouvir as notícias nos computadores sem phones, certo?

querida maria

Não sei tirar selfies, serei normal?

é a moda, estúpida

Sou só eu que não percebo a graça daquelas sapatilhas com um bicho morto em cima?

odiozinhos de estimação 

Pessoas que fazem merda, que até reconhecem que fizeram merda, que dizem que não voltam a fazer, que encolhem os ombros como quem pede desculpa mas que nunca nunca nunca pedem literal e realmente desculpa.

santo antónio aos peixes

Passar a tarde a estudar doenças respiratórias ocupacionais e chegar a casa da tia e ver na obra da cozinha um homem a cortar azulejo sem máscara, por opção.

deprimente, uma nova definição 

Já conhecer os funcionários e frequentadores habituais da biblioteca pelo som dos passos.

odiozinhos de estimação 

Canja não é sopa, é um guisado muito aguado.

a andar para trás 

A propósito da recente criminalização do piropo (com a qual concordo em pleno, faço já o disclaimer), lembrei-me de uma teoria sociológica de que me falou o meu pai há muitos anos e de que não cito o autor porque realmente desconheço. Dizia a tal que, quanto mais civilizada uma sociedade, menor a sua necessidade de leis e regras, porque maior é a sua capacidade de auto-regulação. Porque, depreendo eu, qualquer pessoa civilizada compreenderá a agressão de um piropo e, como tal, não o verbalizará.

Concordo, portanto, com a criminalização. Mas custa-me muito que seja necessária e o que diz de nós enquanto sociedade.