Category Archives: se não tens nada de bom para dizer, fica caladinha

macdreamys é que nem vê-los

Passa uma pessoa anos a tentar convencer o esposo que não senhora, os nossos hospitais não são a galderice que se vê na anatomia de grey, qual quê, nos nossos é tudo gente séria. E depois vai-se a ver e é este que é amante daquela, o outro que deixa a mulher pela enfermeira, os encontros imediatos de quase cópula nas casas de banho. Ora porra.

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treinadores de bancada

Gosto muito das pessoas que, quando sabem que o nosso filho não dorme, perguntam se não será fome/frio/calor/gases/o-raio-que-o-parta, como se nós fossemos mentecaptos e, nestes 6 meses, não tivéssemos já tentado tudo e mais alguma coisa. Excepto valium e xanax. Não por falta de vontade ou lembrança, mas entretanto já ganhámos algum amor ao puto e dispensávamos que viessem cá buscá-lo.

banha da cobra

Ora, pardon my cook talk, panna cotta é uma coisa que leva natas, gelatina, açúcar e, vá, na loucura, baunilha. Eu cá não sou de intrigas, mas parece que andam aí uns senhores a vender gelatina em pó misturada com açúcar e a chamar-lhe sobremesa do mundo.

sentido de oportunidade

Ah, olha, morreu o Mandela, rica altura para postar aquelas fotos da viagem à África do Sul que estavam para lá encostadas, qué cá saber do apartheid.

separados à nascença

Por causa disto fui ler isto. Críticas literárias à parte, acho que descobri a careca ao Pipoco.

conversa de café

– Então, como é que andas?

– Mal, pá, ando com uns problemas de fígado, uma chatice grande que nunca mais passa. Ó fachavor, eram mais dois finos.

constatações de procrastinadora

As boas da blogosfera não deviam poder tirar férias ao mesmo tempo.

(pensando nisso, as más também não, que em faltando-nos o pão para a alma, que não nos falte também o circo)

blogging 101

ou o que é um blog, para principiantes

Se escreves um blog, chegará, quase inevitavelmente, o dia em que te entrará porta adentro um covarde anónimo a insultar-te. Faz parte, tipo ritual de iniciação. O primeiro vai fazer-te mossa. O segundo, eventualmente, também – depende de quão directo for o insulto, de vir de alguém que, ainda que no anonimato, te conhece, da particular maldade do comentador. Depois, se queres continuar nisto dos blogs, hás-de ganhar carapaça e adoptar uma ou duas regras básicas para o teu blog.

Ora, entrar no meu blog é como entrar em minha casa. Uma casa de portas bastante mais abertas, claro, mas que não deixa de ser a minha casa. O que significa que, apesar de eu não ter propriamente uma placa a dizer “reserva-se o direito de admissão”, como os bares tinham em tempos (até podia ter, mas dava uma trabalheira e só podia ser lida por pessoas a quem eu desse autorização expressa e o objectivo nunca foi esse), aqui só me insulta quem eu deixo. Sou veementemente contra a censura, mas sou ainda mais contra a violência, sobretudo a que chega sob a capa da covardia (apesar de, deixem-me dizer-vos, caros anónimos, poderem ser encontrados via endereço de ip, se por acaso algum blogger que insultarem decidir queixar-se à polícia). Portanto, querem insultar-me terão de o fazer de forma inteligente e terão de o fazer às claras. E mesmo assim reservo-me o direito de decisão de pendurar ou não na parede de minha casa o vosso insulto – terá de ser mesmo muito bom. Porque, pensem lá, se eu chegasse a vossa casa e vos insultasse vocês deixavam-me ficar alegremente ali? Não sejam tontos, além de covardes.

Para tudo o resto estejam à vontade. Querem participar de uma discussão, de forma crescida e construtiva? Força! Querem dizer-me que estou enganada pelas razões a, b e c, pensadas e racionais? Be my guests. Insultos lamento, já não tenho idade para essas pegas tolas de escola primária, com puxões de cabelos e desafios de língua de fora.