Monthly Archives: Dezembro 2011

as memórias também se partem

A nossa vida vai sendo sempre feita de muitos projectos de outras vidas. Desses, se tivermos sorte, um torna-se real. E os outros ficam para trás, esquecidos ou lembrados de vez em quando. Às vezes há pena nesse recordar, outras apenas sorrisos, um abanar de cabeça, que tolos que éramos, que bom foi sonhar e acreditar naquelas coisas que construímos de ar.

Muitas das vidas que não somos, que sonhámos e não fomos por causa das voltas que dizem que isto dá, foram sonhadas com outras pessoas. Gente que já foi a nossa gente e que seguiu vida também por outros caminhos, vida por outras vidas. E essas pessoas levam com elas aquelas vidas que sonharam connosco e que também eram delas.

E às vezes, nesta ervilha que é o mundo, damos, sem querer, com a nossa vida, aquela que sonhámos, a ser vivida sem nós. Sem nós lá dentro, mas real e concreta e ali. E mesmo que a vida que é a nossa seja maravilhosa e que não a trocássemos por nada, há qualquer coisa dentro de nós que se parte. Deixa de ser nossa, aquela vida que não chegou a sê-lo. Que estava guardada na gaveta, onde de vez em quando íamos olhar para ela, pensar que bonitos sonhos que já tivemos.

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alguém tem comprimidos para o enjôo?

Ele olha-me para os pés, abana a cabeça, ri. Não são mesmo nada a tua cara.

Deram-me umas pantufas no Natal. Fofinhas, quentinhas, lindinhas. Cor-de-rosa com lacinhos e corações.

Se a esquizofrenia subir, se calhar posso fazer duas especialidades.

Maybe I am an hypochondriac…  What do you take for that?

 

in Boston Legal

não há glamour que resista

Ver uma pessoa que dá dicas de beleza e de moda, que (às vezes) até parece ter bom gosto e saber da poda, e descobrir que se chama Soraia.

resoluções para 2012

Comprar uma bolsa como a da Rita e enfiar lá dentro um pacote de chicletes, uma pen, gotas para o nariz , benuron, creme para as mãos e trocos para as máquinas.

E acho que é isto.

[edit] E ir experimentar umas calças como as da Izzie, pronto, que ainda sou menina para me converter se de repente me vir vestida de magra.

e eu que estava quase a começar a pensar em gostar

Logo agora que eu andava certinha e estava quase, quase a sentir aquela coisa, aquela necessidade urgente de fazer exercício todos os dias (piu!), aparece-me um papo na sola do pé.

Ou é do excesso da máquina ou é o meu inconsciente precavido, que eu cá não preciso de mais vícios.

dúvidas existenciais que não passam com chocolate

Não perder tanto tempo como dantes a pensar em como temos excesso de peso e em como devíamos estar a trabalhar para o perder é sabedoria da idade ou sinal de desistência?

no meio está a virtude, o interesse e a paciência

Por outro lado, também não há muita pachorra para os pessimistas com carteira profissional. Antes um auto-proclamado realista, daqueles pessimistas ligeiros e em negação.