a impersistência da memória

A posteridade já não existe. Toda a gente escreve um livro, tem um blog, lança um disco, vai à televisão. Há tantas ideias novas ao mesmo tempo que tudo é cada vez mais efémero, mais mutável, menos persistente. Todos os dias desaparecem de circulação demasiados livros para que seja possível manter a pretensão de que deixar obra feita é garantia de imortalidade ou de alguns anos de persistência na memória colectiva depois de nos extinguirmos. Cada vez mais existe apenas o que fazemos agora, em cada momento. Há demasiadas borboletas a bater asas para que se saiba qual causou a tempestade.

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